Taxa de desemprego da OCDE mantém-se em 24 dos 32 Estados membros
13 de nov. de 2025, 16:55
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico
(OCDE) adianta que quatro países da OCDE viram um aumento e outros
quatro registaram uma queda e precisa que, devido à falta de dados do
Chile, Costa Rica, Reino Unido e Estados Unidos, este último devido ao
"shutdown" do Governo, as taxas de desemprego para este grupo e o G7
permanecem atualmente indisponíveis. A taxa de desemprego na OCDE registou até agosto 40 meses seguidos em 5% ou abaixo deste valor.Segundo
a OCDE, a taxa de desemprego em Portugal manteve-se estável, apesar de
ter passado de 5,9% em agosto para 6% em setembro, um aumento de 0,1
pontos percentuais.A Coreia do Sul, o
Japão, o México, a Chéquia e Israel registaram taxas de desemprego
iguais ou inferiores a 3,0%, com a taxa de desemprego da Coreia do Sul a
atingir um mínimo histórico, de 2,5%. A organização refere que apenas Espanha registou uma taxa de desemprego de dois dígitos.Na União Europeia e na zona euro, as taxas de desemprego em setembro de 2025 permaneceram em 6,0% e 6,3%, respetivamente. Entre os 17 países da zona euro da OCDE, 13 apresentaram taxas de desemprego estáveis em setembro de 2025. As
taxas de desemprego aumentaram no Luxemburgo e na Eslovénia e
diminuíram na Finlândia e na Áustria principalmente devido à diminuição
das taxas de desemprego entre mulheres com 25 anos ou mais.Fora da zona do euro, a taxa de desemprego foi estável na maioria dos países da OCDE em setembro de 2025. Em
contrapartida, aumentos foram observados na Hungria, principalmente
impulsionados por homens com 25 anos ou mais, e na Austrália, onde
mulheres de 15 a 24 anos, homens de 15 a 24 anos e homens com 25 anos ou
mais contribuíram igualmente para a subida. Estimativas
mais recentes para o Canadá mostram que a taxa de desemprego caiu 0,2
pontos percentuais para 6,9% em outubro de 2025.Em setembro de 2025, a taxa de desemprego dos homens superou a das mulheres em 20 países da OCDE. A
Estónia, a Bélgica e a Finlândia registaram a maior diferença a favor
das mulheres, com taxas de desemprego para mulheres pelo menos 1,5
pontos percentuais inferiores às dos homens. Entre
os países da OCDE onde as mulheres registaram taxas de desemprego mais
altas, Espanha, Turquia e Grécia mostraram a maior disparidade, cada uma
excedendo 3 pontos percentuais.A taxa de
desemprego juvenil superou a dos trabalhadores com 25 anos ou mais em
todos os países da OCDE em setembro de 2025 ou no período mais recente
disponível. As menores diferenças, ambas
abaixo de 1,5 pontos percentuais, foram registadas em Israel e Japão,
enquanto as maiores diferenças, superiores a 15 pontos percentuais,
foram registadas no Luxemburgo, Espanha e Colômbia.