Tarifas aéreas a 60 euros entre as ilhas dos Açores “arrancam este ano”

10 de mar. de 2021, 10:54 — Lusa/AO Online

“A entrada das tarifas está prevista para este ano e o seu impacto está acolhido no setor dos transportes, portanto está aí [no Orçamento regional], claro, é um serviço público”, declarou o governante.A tarifa de 60 euros para o transporte aéreo interilhas foi defendida pela primeira vez pelo PSD/Açores em junho de 2020, quando o partido estava na oposição.“Sim, arrancam este ano”, reforçou Bastos e Silva, que falava em Ponta Delgada, nas instalações do Conselho Económico e Social dos Açores, órgão que reuniu em plenário para apreciar o Plano e Orçamento da região para 2021.A proposta de Orçamento dos Açores para este ano é de cerca de 1.900 milhões de euros, dos quais 165,7 milhões destinados ao transporte aéreo e à reestruturação da SATA, avançou à Lusa, na semana passada, o secretário regional das Finanças.“Trata-se de um orçamento de valor muito significativo, quase 1.900 milhões de euros, com um plano de 720 milhões, todos esses números são bastante superiores ao que sempre aconteceu na região”, disse Bastos e Silva.O secretário regional destacou que existe “margem” para a inclusão de novas propostas no Plano e Orçamento, como “matérias relativas a alguma ilha em especial”, desde que “dentro dos limites do razoável”.“Estamos num processo de diálogo que só terminará no fim da sessão parlamentar, até lá estaremos disponíveis para ouvir, refletir e acolher propostas que sejam para bem dos Açores”, assinalou.Bastos e Silva salientou ainda que este ano a região terá “uma gestão de verbas um pouco mais flexível”, podendo existir um orçamento suplementar em 2021 devido à situação “anormalmente imprevisível” da pandemia de Covid-19."Temos de ver a questão do ‘timing’ porque depois, em outubro, teremos o orçamento para 2022, mas não excluímos a possibilidade de haver retificação no orçamento suplementar para melhor acerto de verbas”, frisou.O responsável pela pasta das Finanças do Governo dos Açores de coligação PSD/CDS-PP/PPM salientou ainda que o Orçamento para este ano procura cobrir uma “herança do passado” através de “verbas muito significativas”, dando o exemplo do setor da saúde.Segundo Bastos e Silva, o documento pretende “parar” com a criação de dívida dos hospitais regionais aos fornecedores (dívida comercial), uma vez que essa dívida ascende a 150 milhões de euros.“Estamos a aumentar a despesa em saúde em quase 40% relativamente a um ano que está pertíssimo, que é 2019. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que também vamos parar a criação de dívida comercial”, destacou.O plano e orçamento da região tem de ter pareceres do conselho económico e social dos Açores (CESA) e dos conselhos de ilha, sendo depois discutido e votado na Assembleia Legislativa Regional.