Tarifa Açores com descida de 588 mil euros no primeiro semestre de 2026
Hoje 09:11
— Filipe Torres
O valor subsidiado aos beneficiários da tarifa de passageiro residente
na Região Autónoma dos Açores para a promoção da mobilidade interilhas,
também conhecida como Tarifa Açores, registou uma descida homóloga no
primeiro semestre deste ano.Segundo um despacho publicado no Jornal
Oficial da Região Autónoma dos Açores, entre 1 de janeiro e 30 de junho
de 2026 foram subsidiados 5.831.873,69 euros aos passageiros residentes
nos Açores, menos 588.279,21 euros do que no mesmo período do ano
anterior, quando o montante ascendeu a 6.420.152,90 euros.Todas as
ilhas dos Açores registaram uma redução do valor subsidiado no primeiro
semestre deste ano. São Miguel continuou a ser a ilha de destino com o
maior montante subsidiado aos residentes do arquipélago, com
2.151.196,60 euros, menos 211 mil euros do que no período homólogo.Seguiu-se
a Terceira, com cerca de 1,5 milhões de euros, também uma redução
próxima dos 133 mil euros do que no mesmo período do ano anterior. Por
sua vez, o Faial registou uma descida de cerca de 85 mil euros, passando
de 629.151,50 euros para 543.717,28 euros.No Pico, o valor
subsidiado diminuiu 56.977,69 euros em termos homólogos, passando de
580.343,53 euros para 523.365,84 euros. Já a Graciosa registou uma
redução de cerca de 23 mil euros, descendo de 281.167,18 euros para
258.072,04 euros.Duas ilhas que, no mesmo período do ano passado,
ultrapassaram os 300 mil euros deixaram de o fazer: Santa Maria e São
Jorge. A ilha do Grupo Oriental passou de 315.396,42 euros para
296.859,05 euros, uma descida homóloga de cerca de 18,5 mil euros. Já
São Jorge registou uma quebra de cerca de 36 mil euros, passando de
333.858,08 euros para 297.166,55 euros.Quebra de 16 mil viagens face ao período homólogoO
número de viagens subsidiadas ao abrigo da Tarifa Açores também
diminuiu 16.042 viagens, passando de 189.529 no primeiro semestre do ano
passado para 173.387 no mesmo período deste ano. À semelhança do que
aconteceu com o valor dos subsídios atribuídos, o número de viagens
registou uma redução em todas as ilhas do arquipélago.São Miguel
registou a maior quebra, com menos 5.341 viagens, passando de 66.927
para 61.586. Seguiu-se a Terceira, que contabilizou menos 3.637 viagens,
descendo de 47.981 para 44.344.O Faial registou 15.548 viagens no
primeiro semestre deste ano, menos 2.244 do que no período homólogo. No
Pico realizaram-se 13.904 viagens, uma redução de 1.553. Em Santa Maria
foram contabilizadas 11.842 viagens, menos 673, enquanto São Jorge
registou 9.738 viagens, também menos 1.553. Já a Graciosa somou 9.058
viagens, o que representa uma quebra de 804 face ao primeiro semestre do
ano passado.No Grupo Ocidental registaram-se os números mais baixos
de viagens: 5.085 nas Flores e 1.282 no Corvo. Em termos homólogos,
estas ilhas registaram reduções de 551 e 66 viagens, respetivamente.Em
termos do “peso” de cada ilha no total de viagens subsidiadas, São
Miguel (35,52%) e a Terceira (25,58%) reforçaram o seu “peso” , com
aumentos de 0,19 e 0,25 pontos percentuais, respetivamente. Por sua vez,
o Faial registou a maior quebra, ao passar de 9,39% para 8,97%
(-0,42%). Santa Maria, São Jorge e o Pico também perderam peso, enquanto a Graciosa, Flores e o Corvo reforçaram a sua representatividade.