TAP vai aderir ao novo modelo de 'lay-off' em julho
23 de jun. de 2020, 16:39
— Lusa/AO online
"O
Estado já divulgou o novo plano de 'lay-off'. A gente vai aderir a esse
novo plano", disse o responsável da transportadora, que falava na
comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação,
na Assembleia da República, em Lisboa.Quanto
à não renovação de contratos a termo com trabalhadores desde o início
da pandemia de covid-19 e dos efeitos que teve na operação aérea,
Antonoaldo Neves lamentou a situação, mas referiu não haver "fundamento
legal para renovar", dadas as circunstâncias."Se
tem coisa que me dói muito é não poder renovar contratos a termo [...]
mas eu não posso. Não há fundamento legal para renovar", esclareceu.A
TAP recorreu, em 2 de abril, ao programa de ‘lay-off’ simplificado,
disponibilizado pelo Governo como uma das medidas de apoio às empresas
que sofrem os efeitos da pandemia de covid-19.A
companhia está numa situação financeira agravada desde o início da
crise provocada pela pandemia de covid-19, com a operação paralisada
quase na totalidade, e vai receber uma injeção de capital que pode
chegar aos 1.200 milhões de euros.O
Governo aprovou em 18 de jnho a prorrogação por um mês do ‘lay-off’
simplificado, até final de julho, e novos apoios à retoma da atividade
que estarão em vigor a partir de agosto e até final do ano.As
medidas estavam previstas no Programa de Estabilização Económica
(PEES), criado na sequência da pandemia covid-19 e aprovado há duas
semanas no Conselho de Ministros.O
‘lay-off’ simplificado, que prevê a suspensão do contrato de trabalho ou
a redução do horário de trabalho e o pagamento de dois terços da
remuneração normal ilíquida, financiada em 70% pela Segurança Social e
em 30% pela empresa, terminava inicialmente em junho, mas foi prorrogado
até final de julho.A partir de agosto, o
‘lay-off’ simplificado vai continuar a ser possível apenas para as
empresas que permanecem encerradas por obrigação legal. Para
as restantes empresas em dificuldades devido à pandemia estão previstos
novos apoios a partir de agosto com vista à retoma progressiva da
atividade, sem a possibilidade de suspensão do contrato, mas apenas de
redução do horário de trabalho.