TAP prolonga redução do horário de trabalho em outubro
29 de set. de 2020, 13:56
— Lusa/AO Online
A transportadora aérea justifica a decisão de
“aderir, no período de 01 a 31 de outubro, ao regime de apoio
extraordinário à retoma progressiva”, criado para mitigar os efeitos da
pandemia de covid-19 na economia, por se manterem “os pressupostos que
justificam a adoção das medidas que visam proteger os postos de trabalho
e garantia da sustentabilidade da TAP”.Este
regime, que sucede ao ‘lay-off’ simplificado e a que a TAP já tinha
aderido em agosto, prevê uma redução do período normal de trabalho entre
os 70% e os 20%, “para todos os trabalhadores, de modo progressivo, não
estando prevista a figura de suspensão do contrato de trabalho”,
esclarece.Segundo a comunicação aos trabalhadores, cada um deles será informado individualmente sobre a modalidade que lhes será aplicada.“Tendo
em consideração a evolução da pandemia, as sucessivas restrições à
mobilidade das pessoas definidas pelas autoridades governamentais dos
países onde a TAP opera e os sinais da procura, estamos a viver uma
retoma da atividade lenta e gradual”, sublinha a companhia aérea.A
TAP garante estar a acompanhar a evolução da pandemia e o seu “enorme
impacto” no setor da aviação a nível mundial e que vai adotar as medidas
necessárias para mitigar essas consequências, quer no que diz respeito
ao plano operacional, “quer no que respeita à proteção dos postos de
trabalho, no atual contexto”.Em 19 de
julho, a Lusa noticiou que todos os trabalhadores da TAP regressavam ao
trabalho em agosto, mas com horários reduzidos, pondo-se fim à suspensão
de contratos de trabalho. O Grupo TAP
registou um prejuízo de 606 milhões de euros no primeiro semestre de
2020, dos quais 582 milhões se referem exclusivamente à aviação (TAP
S.A.), foi divulgado na segunda-feira.O
Conselho de Ministros aprovou em 17 de julho a concessão de um
empréstimo de até 1.200 milhões de euros à TAP, em conformidade com a
decisão da Comissão Europeia.A primeira
tranche do empréstimo, de 250 milhões de euros, chegou à TAP no dia 17
de julho, a segunda, de 224 milhões, no dia 30 de julho, e a terceira
tranche, no valor de 25 milhões, foi efetuada no dia 31 de agosto.Além
do empréstimo remunerado a favor do Grupo TAP de 946 milhões, ao qual
poderão acrescer 254 milhões, sem que, contudo, o Estado se encontre
vinculado à sua disponibilização, as negociações tinham em vista a
aquisição, por parte do Estado português, de participações sociais, de
direitos económicos e de uma parte das prestações acessórias da atual
acionista da TAP SGPS, Atlantic Gateway, SGPS, Lda.Desta
forma, o Estado português passou a deter uma participação social total
de 72,5%, sendo o restante capital detido pelo empresário Humberto
Pedrosa (22,5%) e os trabalhadores (5%).