Taiwan diz que relações com EUA são muito estáveis antes da reunião entre Trump e Xi
28 de out. de 2025, 13:29
— Lusa/AO Online
“Não
há qualquer receio de traição por parte dos Estados Unidos”, afirmou
Lin, citado pela televisão local SETN, sublinhando que os laços entre
Taipé e Washington assentam na Lei das Relações com Taiwan, nas Seis
Garantias e numa estreita cooperação nos domínios da segurança e da
economia.Os EUA são o principal fornecedor
de armamento a Taiwan e um aliado potencial da ilha em caso de conflito
com a China, que considera Taiwan parte “inalienável” do seu
território.As declarações surgem nas
vésperas do encontro entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e
o homólogo chinês, Xi Jinping, confirmado apenas pela Casa Branca, à
margem da cimeira da APEC, em Gyeongju, na Coreia do Sul, e no qual se
espera que os líderes discutam o estreito de Taiwan e as tensões
comerciais bilaterais.No domingo à noite, a
imprensa chinesa revelou que várias unidades da Força Aérea da China
realizaram exercícios de “combate real” em redor da ilha, para testar
capacidades de reconhecimento, alerta precoce, bloqueio aéreo e ataques
de precisão.O Ministério da Defesa de
Taiwan acusou hoje Pequim de tentar “intimidar” a opinião pública da
ilha, denunciando as imagens divulgadas, que mostram bombardeiros H-6K
com capacidade nuclear, como um “tipo de manipulação cognitiva”.O
secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou no sábado
que Taiwan “não deveria preocupar-se” com as conversações entre Trump e
Xi.“O que preocupa as pessoas é que
obtenhamos um acordo comercial favorável em troca de abandonarmos
Taiwan. Ninguém está a considerar essa hipótese”, garantiu Rubio.Entretanto,
o Governo chinês acusou hoje as autoridades de Taiwan de “usarem vários
fóruns para espalhar falácias sobre a independência e o separatismo da
ilha”, numa tentativa de “distorcer a verdade e confundir a opinião
pública”.“Independentemente do que façam
ou digam, não podem mudar o facto histórico e legal de que Taiwan faz
parte do território chinês, nem travar a tendência histórica da
reunificação da China”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios
Estrangeiros chinês Guo Jiakun.Guo
declarou que “a maior ameaça à paz e estabilidade no estreito de Taiwan
reside nas atividades separatistas” e na “conivência com forças
externas”, numa alusão velada aos Estados Unidos.