Suspensa greve das tripulações de navios de investigação nos Açores
14 de jul. de 2022, 19:38
— Lusa/AO online
João Decq Mota, dirigente sindical,
explicou que a suspensão da greve ocorre, por um lado, pelo
reconhecimento dos próprios tripulantes da “importância do trabalho de
investigação científica” que se faz na região, nesta altura do ano, e
também pelo facto do Instituto do Mar (IMAR) se ter comprometido a
“intensificar” as diligências para a resolução do problema.As
tripulações dos navios “Arquipélago” e “Aguas Vivas”, pertencentes ao
IMAR, estão em greve ao trabalho noturno desde 07 de junho de 2021,
reivindicando a integração na categoria de marítimos perante a Segurança
Social, idêntica à da Marinha Mercante, tal como acontecia até dezembro
de 1999. “Estes trabalhadores estão há
mais de um ano em greve ao trabalho noturno porque, até ao momento,
ainda não existiu qualquer sinal para a integração destes trabalhadores
na categoria de marítimos”, lamentou João Decq Mota, coordenador do
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e
Regiões Autónomas, em conferência de imprensa, na Horta.Segundo
aquele dirigente sindical, havia a expetativa de que a integração na
classificação de marítimos daqueles tripulantes, ocorresse durante a
discussão, na especialidade, ao Orçamento de Estado para este ano, na
Assembleia da República, tal como tinha prometido o anterior Governo de
António Costa, mas isso não veio a acontecer.João
Gonçalves, diretor do IMAR, explicou também aos jornalistas que tem
intensificado os contactos com o Governo da República, no sentido de
tentar resolver esta questão, lamentando, porém, que essas diligências
se tenham revelado infrutíferas.“Fizemos
vários contactos, mas não tivemos quaisquer respostas até agora”,
lembrou o investigador, garantindo que vai continuar a insistir junto do
executivo de António Costa, no sentido de ver resolvidas esta “justa
reivindicação” dos tripulantes açorianos.O
sindicato, que volta atrás na forma de luta, em “sinal de boa-fé”,
adverte que, caso este processo não sofra alterações até 31 de agosto,
poderá vir a intensificar as formas de luta.