Suspeito de rapto proibido de contactar menor e de se deslocar ao concelho de Leiria
2 de fev. de 2023, 11:51
— Lusa/AO Online
A mesma fonte explicou à agência
Lusa que, após primeiro interrogatório judicial, iniciado na
quarta-feira e que terminou esta quinta-feira, no Tribunal Judicial de Leiria, foi
determinado ao arguido aquelas medidas de coação.Na
terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção, em Évora,
de um homem suspeito do crime de rapto de uma menor há oito meses na
cidade de Leiria, que já foi entregue à família.Em
comunicado, a Diretoria do Centro da PJ adiantou que a menor foi “dada
como desaparecida em finais de maio de 2022 na cidade de Leiria” e que o
presumível raptor foi detido em cumprimento de um mandado de detenção
emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria.“No
seguimento das inúmeras diligências desenvolvidas, em estreita
colaboração com a Unidade Local de Investigação Criminal da Polícia
Judiciária de Évora, foi possível identificar o suspeito e localizar a
menor na sua residência, sita na cidade de Évora, onde, a coberto de uma
suposta relação amorosa, este a manteve em completo isolamento social
durante oito meses, aproveitando-se da sua persistente e recorrente
dependência de jogo ‘online’, imaturidade e personalidade frágil”,
referiu a PJ.Fonte da PJ disse à agência Lusa que a menor tinha 16 anos quando desapareceu.De
acordo com a PJ, a menor e o arguido “estabeleceram contacto e
desenvolveram uma relação através de ‘chats’ de jogos ‘online’”, quando
aquela ainda tinha 14 anos, que foi “evoluindo para uma relação amorosa
até que surgiu a oportunidade de o suspeito a ir buscar a Leiria,
levando-a com ele”.Notando que a menor
“tinha uma dependência muito intensa do jogo ‘online’”, a fonte da PJ
esclareceu que o homem, sem referências criminais, separado, com filhos e
socialmente integrado, “a acolheu numa casa em Évora”, de onde aquela
não saiu e onde passava a maior parte do tempo num quarto sem luz
natural.Na casa, também vivia a mãe, idosa, do arguido.A
PJ disse que a mãe do suspeito “não teria a noção de todos os
contornos” da situação e explicou que, quando alguém ia a casa, a menor,
que “terá consentido, ocultava-se no sótão” da habitação.Em
conferência de imprensa no mesmo dia, o diretor da Diretoria do Centro
da PJ, Jorge Leitão, afirmou que a menor, apesar de não ter saído de
casa, não registava “nenhum sinal” de que tenha estado na residência
obrigada.“Não temos qualquer elemento que aponte que estivesse fechada em casa”, realçou.Segundo Jorge Leitão, a vítima “estava tranquila, bem tratada, a fazer aquilo de que gostava, que era o vício do jogo ‘online’”.