Suspeito de planear ação terrorista na Faculdade de Ciências fica em prisão preventiva
11 de fev. de 2022, 15:55
— Lusa/AO Online
De
acordo com fonte oficial do tribunal, o arguido ficou indiciado pelos
crimes de terrorismo e detenção de arma proibida, com a juíza de
instrução a decidir pela medida de privação da liberdade devido a
“fortes indícios de existir a continuação da atividade criminosa e da
perturbação da tranquilidade pública”.Segundo a informação fornecida, o estudante universitário vai agora ser levado para o Estabelecimento Prisional de Lisboa.Foi
presente ao juiz apenas depois das 12h00 - apesar de ter chegado cerca
das 09h00 ao Campus da Justiça (Lisboa) numa viatura da Polícia
Judiciária (PJ) - e não prestou declarações durante o interrogatório. Antes
disso, foi ainda necessário esperar que o processo chegasse ao
tribunal. O suspeito estava para ser representado por um defensor
oficioso que estava de escala, mas, já em cima do início do
interrogatório, acabou por ver chegar um advogado que foi mandatado pela
família para a diligência desta manhã.O
arguido foi detido na quinta-feira pela PJ, que disse ter impedido assim
uma “ação terrorista” e ter apreendido várias armas proibidas. Em
comunicado, a PJ adiantou que a investigação que levou à detenção foi
desencadeada “por suspeitas de atentado dirigido a estudantes
universitários da Universidade de Lisboa”.Através
da Unidade Nacional Contraterrorismo, a PJ encetou na quinta-feira de
manhã a operação, cumprindo mandados de busca domiciliária.Fonte
ligada ao processo disse, entretanto, à agência Lusa que o alerta para o
atentado terrorista foi dado pelo FBI, unidade de polícia do
Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A mesma fonte confirmou que o
detido tem nacionalidade portuguesa, que o ataque estava previsto para
esta sexta-feira e que este seria um atentado a título individual, sem
ter por detrás a ação de um grupo.Segundo o
comunicado da PJ, foram apreendidos “vastos elementos de prova, que
confirmariam as suspeitas iniciais”. Além de armas proibidas foram
apreendidos outros artigos, “suscetíveis de serem usados na prática de
crimes violentos” e vasta documentação, “além um plano escrito com os
detalhes da ação criminal a desencadear”.O arguido, detido em flagrante pela posse das armas, está também indiciado pela prática do crime de terrorismo.