Suspeito confessou assalto à secretaria do MAI e MP pede pena de prisão efetiva
22 de mai. de 2025, 16:32
— Lusa/AO Online
“Estou muito
arrependido. Se eu soubesse [que era um edifício do MAI], não entrava”,
assumiu o arguido, ao final da manhã, quando foi presente a um coletivo
de juízes do Tribunal Central Criminal de Lisboa, acrescentando que não
sabia que o edifício que assaltou pertencia ao MAI.Além
do roubo de 10 computadores da secretaria-geral do MAI, o homem é
também acusado do furto de um microondas, três extensões e mantas de um
alojamento local, sendo, por isso, julgado por dois crimes de furto. Perante
o coletivo, o arguido assumiu que todos os factos lidos “são verdade” e
o tribunal acabou por prescindir da prova da acusação, uma vez que
existiu a “confissão integral e sem reservas”, considerou a juíza.Durante
a breve sessão de julgamento, que durou cerca de meia hora, o homem
explicou ao coletivo que cometeu os crimes em questão para conseguir
dinheiro para consumo de droga e que dormia na rua no momento em que
assaltou a secretaria-geral do MAI. Do
lado do Ministério Público, a procuradora responsável pelo processo
indicou que constam do cadastro do arguido outras condenações a penas de
prisão efetivas por furto e, tendo em conta o histórico, pediu uma pena
de prisão efetiva, ainda que sem especificar o tempo.De
acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, do edifício da
secretaria-geral, situado na rua de São Mamede, foram levados 10
computadores portáteis, no valor de 600 euros cada, incluindo os
computadores do secretário-geral da Administração Interna, Marcelo
Mendonça de Carvalho, e da secretária-geral adjunta da Administração
Interna, Teresa Costa.A investigação não
conseguiu apurar a hora exata em que o suspeito terá entrado na
secretaria-geral, tendo o Ministério Público indicado na acusação que o
assalto aconteceu antes das 06H20 do dia 28 de agosto. O
suspeito terá conseguido entrar na secretaria-geral do MAI através de
uns andaimes que estavam colocados no edifício contíguo e terá vendido
depois os computadores no Largo de São Domingos, na freguesia de
Arroios. O Ministério Público pede ainda a
perda a favor do Estado das vantagens patrimoniais obtidas pelo arguido
ou do pagamento ao Estado do valor correspondente, uma vez que “logrou
apoderar-se ilegitimamente de diversos bens”.Tendo em conta que o arguido confessou os crimes de furto, o coletivo agendou a leitura do acórdão para o dia 30 de maio.