Surfista Yolanda Sequeira feliz com título europeu ambiciona mais em 2023
2 de mar. de 2023, 12:06
— Lusa/AO Online
Em entrevista à Lusa, a olímpica
passou em revista um “evento bastante incrível” em Taghazout, Marrocos,
no qual a vitória que conseguiu lhe garantiu o título europeu no
Qualifying Series (QS), a um evento do final do circuito.“Sabia
que tinha a possibilidade de ser campeã europeia logo ali, mas tentei
não me focar demasiado nisso. Quando fui para Marrocos, estava apenas
focada em continuar a mostrar o meu surf”, comentou.Sequeira
sucede a Teresa Bonvalot, com quem partilhou a honra de ser pioneira
olímpica pelo país em Tóquio2020, no ‘trono’ do circuito, um “bom
exemplo da força feminina em Portugal, que está a aumentar todos os
anos”, citando também a campeã do mundo júnior Francisca Veselko.Agora,
enfrentará a Challenger Series em 2023, um circuito em que já
participava há dois anos, mas com ‘wild card’, por resultados menos
conseguidos em solo europeu, e quer levar “a mesma mentalidade e o mesmo
surf”.“Pode nem toda a gente achar verdade, mas eu, na minha cabeça, sou a melhor do mundo. Tenho é de demonstrar isso”, atira.Nesta
nova etapa, tem “dois objetivos”, entrar no principal patamar em 2024, o
circuito mundial da World Surf League, e apurar-se para os Jogos
Olímpicos Paris2024, que se realizarão longe da capital francesa, no
caso do surf, no Taiti.“Estou a sentir que
este ano vai ser o meu ano, estou feliz com o meu surf e o meu sítio
mental. (...) Estive nos primeiros Jogos Olímpicos e foi incrível, quero
voltar. Tenho grande esperança e confiança”, remata.Desde
Tóquio2020 que sente que tem enfrentado “altos e baixos”, com problemas
familiares que a deixaram “um bocadinho em baixo”, recuperando agora
com a resiliência que a elevou a este patamar.“Acho
que temos de ir abaixo para subir, numa colina íngreme, e chegar até ao
topo. Precisamos de cair algumas vezes para subirmos a montanha”,
considera.Aos 24 anos, a algarvia foi
vice-campeã dos Jogos Mundiais de Surf da ISA, em 2021, e em Tóquio2020
conseguiu um quinto lugar, e diploma olímpico.