"O suplemento
custará 400 milhões de euros, preferimos este mecanismo de
redistribuição a um aumento permanente de pensões porque gera despesa
estrutural rígida", apontou Joaquim Miranda Sarmento, na conferência de
imprensa após o Conselho de Ministros.O
ministro salientou que a atividade económica gera um "dividendo
orçamental", que terá como "primeira prioridade reduzir a dívida
pública", mas que o Governo quer também "usar uma parte desse dividendo
para "ajudar aqueles que têm mais dificuldades, que já não têm outras
fontes de rendimento e têm pensões de valor muito baixo".Quanto
à margem orçamental para aplicar esta medida, Miranda Sarmento
salientou que "neste momento, a informação disponível é de uma situação
orçamental robusta, confortável", acrescentando que este ano há "dados
sobre a execução orçamental mais robustos mais cedo do que no ano
passado".O Governo estima um excedente de
0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, apesar de instituições
como o Banco de Portugal estimarem um défice já este ano ou no próximo.