Sunak avisa unionistas para risco de perderem apoio na Irlanda do Norte
19 de abr. de 2023, 17:08
— Lusa
“Peço
que trabalhem connosco para colocar Stormont (parlamento da Irlanda do
Norte) novamente a funcionar”, apelou Sunak, durante um discurso hoje em
Belfast, onde encerrou uma conferência de três dias organizada pela
universidade Queen’s University para celebrar o 25.º aniversário do
acordo de paz assinado em 1998.Sunak
assumiu-se como um “unionista orgulhoso” que acredita "apaixonadamente
que a Irlanda do Norte é mais forte dentro do Reino Unido".Porém,
referiu que “o facto de as instituições terem estado inoperantes
durante nove dos últimos 25 anos deveria ser uma fonte de profunda
preocupação” e que “a longo prazo, isso não irá reforçar a causa do
unionismo". “Precisamos de pôr as instituições em funcionamento - e mantê-las em funcionamento”, vincou.Apesar
de não ter nomeado ninguém em particular, o apelo dirigiu-se ao Partido
Democrata Unionista (DUP), que derrubou o Executivo da Irlanda do Norte
em fevereiro de 2022, em protesto devido ao estatuto comercial da
Irlanda do Norte no pós-Brexit. O partido
manteve o bloqueio à formação do parlamento e novo governo depois das
eleições de maio, nas quais ficou em segundo lugar, atrás do Sinn Féin,
pela primeira vez na história. O
primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, deixou uma mensagem no mesmo
sentido, lembrando que a paz no território atraiu nos últimos 25 anos
muito investimento estrangeiro que também pode beneficiar a República da
Irlanda. "Mas a prosperidade contínua
requer um governo funcional”, enfatizou, e "o povo da Irlanda do Norte
merece uma assembleia executiva funcional".Para
Varadkar, “cabe aos líderes políticos da Irlanda do Norte tomar a
iniciativa, ver para além da sombra da montanha, tomar o controlo da
história, tomar o controlo do destino e conduzir as pessoas para um
futuro melhor”.O Acordo de Belfast/
Sexta-Feira Santa, ajudou a pôr fim à violência sectária entre católicos
republicanos e protestantes pró-britânicos que causou cerca de 3.500
mortos e 40.000 feridos.