Subsídio de mobilidade com quase 30 mil inscritos e fim do adiantamento previsto antes do verão
Hoje 10:53
— Lusa/AO Online
“Temos já quase 30.000 pessoas inscritas na
plataforma, que já foram reembolsados em cerca de 1,4 milhões de euros
correspondentes a aproximadamente 5.000 viagens. Um crescimento de 45%
face à semana anterior”, afirmou o ministro das Infraestruturas,
Miguel Pinto Luz, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e
Habitação, na Assembleia da República.Segundo
o governante, os reembolsos estão a ser processados rapidamente,
indicando que “após a correta inserção dos dados estão a ocorrer em
poucos dias”.Criado em 2015, o subsídio
social de mobilidade prevê a atribuição de um reembolso a residentes,
residentes equiparados e estudantes das duas regiões autónomas, que
resulta da diferença entre o custo elegível da passagem, paga na íntegra
pelo passageiro, e a tarifa máxima suportada pelo residente, definida
por portaria.O ministro anunciou também
mudanças no funcionamento do apoio, nomeadamente a simplificação do
processo de submissão, referindo que será retirada “a obrigatoriedade de
introdução do recibo do pagamento da viagem, dando resposta a uma das
dificuldades mais reportadas pelos utilizadores”.Quanto
ao modelo de financiamento, Miguel Pinto Luz reiterou o compromisso de
alterar o sistema para evitar que os passageiros tenham de suportar
antecipadamente o custo total das viagens.“Foi
compromisso do Governo que até ao verão apresentaríamos uma solução
para que os açorianos e os madeirenses não necessitassem de adiantar a
totalidade do valor das suas viagens. Afirmo e reafirmo este
compromisso, e acrescento que estou convicto de que conseguiremos
antecipar estes prazos”, declarou.Uma
solução que, segundo o ministro, “nunca ninguém foi capaz de
apresentar”, reforçando a garantia de que nenhum cidadão “vai ter de
adiantar um único euro”.O governante
sublinhou que a medida visa reforçar a coesão territorial, garantindo
condições de mobilidade equivalentes entre o continente e as regiões
autónomas.O Governo tinha decidido alargar
até 31 de março a suspensão da comprovação de dívidas fiscais e
contributivas para beneficiários do subsídio social de mobilidade nos
Açores e na Madeira. Questionado sobre esta situação, que tem gerado
alertas de ser discriminatória, Pinto Luz respondeu: "quem é subsidiado
são as empresas. Ora, as empresas para serem subsidiadas não podem ter
dívidas ao Estado. Portanto, estamos esclarecidos em relação a isso"."O
Governo hoje está a fazer, através do ministro das Finanças, uma
análise de todos os apoios sociais para criar uma política homogénea
daquilo que devemos exigir, ou não, a ausência de dívidas ao fisco. Isso
está a ser feito e o Governo a seu tempo falará", apontou.Nos
Açores, a tarifa máxima suportada pelos residentes nas viagens (ida e
volta) para o continente é de 119 euros e a suportada pelos estudantes é
de 89 euros, havendo um limite de 600 euros no custo elegível da
passagem.Nas ligações entre a Madeira e o
continente, a tarifa máxima para os residentes é de 79 euros e a dos
estudantes de 59 euros, com um limite de custo elegível das passagens de
400 euros na ilha da Madeira e de 500 euros no Porto Santo.Nas
viagens entre os dois arquipélagos, a tarifa máxima dos residentes é de
79 euros e a dos estudantes de 59 euros, havendo um limite máximo de
600 euros no custo elegível das passagens.