Subida dos preços da habitação acelera para 7,8% no 2.º trimestre
22 de set. de 2024, 09:00
— Lusa/AO Online
De acordo com o Índice
de Preços da Habitação (IPHab) do Instituto Nacional de Estatística
(INE), entre abril e junho " a taxa de variação homóloga do IPHab foi
7,8%, 0,8 pontos percentuais acima do registo do trimestre anterior”.Neste
período, os preços das habitações existentes cresceram de forma mais
intensa face aos das habitações novas: 8,3% e 6,6%, respetivamente.Em
relação ao trimestre anterior, o IPHab cresceu 3,9% (variação de 0,6%
no primeiro trimestre de 2024 e 3,1% no segundo trimestre de 2023),
tendo os preços das duas categorias de habitação registado aumentos
semelhantes, de 3,9% no caso das existentes e 3,8% nas novas.Entre
abril e junho de 2024, foram transacionadas 37.125 habitações, mais
10,4% do que no trimestre homólogo (-4,1% no trimestre anterior) e o
primeiro aumento homólogo do número de transações desde o segundo
trimestre de 2022.Naquele período, as
habitações existentes representaram a maioria das transações (79,8%),
num total de 29.630 unidades, mais 10,6% face ao registo do mesmo
período de 2023 (variação de -4,0% no primeiro trimestre de 2024).No
que respeita às habitações novas, contabilizaram-se 7.495 transações,
um crescimento de 9,8% face ao mesmo período do ano anterior (-4,4% no
primeiro trimestre de 2024).No segundo
trimestre, o valor dos alojamentos transacionados ascendeu a 7.900
milhões de euros, mais 14,1% do que no mesmo trimestre de 2023 (-1,8% no
trimestre anterior). O valor das
transações das habitações existentes foi de 5.700 milhões de euros
(aumento de 14,8% face ao mesmo período de 2023), enquanto o valor das
transações de habitações novas atingiu 2.200 milhões de euros (aumento
homólogo de 12,2%).Entre abril e junho, as
habitações adquiridas por compradores pertencentes ao setor
institucional das famílias fixaram-se em 31.948 unidades (86,1% do
total), mais 11,2% em termos homólogos e 13,0% relativamente ao
trimestre anterior. Em valor, as vendas de
habitações a famílias corresponderam a 6.700 milhões de euros, 85,4% do
total, um crescimento homólogo de 16,4% e uma taxa de variação de 18,8%
face ao trimestre anterior.