Subida dos preços da habitação abranda para 7,6% no terceiro trimestre
26 de dez. de 2023, 19:00
— Lusa/AO Online
Segundo o Instituto
Nacional de Estatística (INE), de julho a setembro, os preços das
habitações existentes cresceram de forma mais intensa por comparação com
as habitações novas: 8,1% e 5,8%, respetivamente.Em
cadeia, face ao segundo trimestre, o IPHab aumentou 1,8% (3,1% no
trimestre anterior), tendo o crescimento dos preços das habitações novas
(2,0%) superado o das habitações existentes (1,8%).De
acordo com o instituto estatístico, no terceiro trimestre foram
transacionadas 34.256 habitações com um valor total de 7.100 milhões de
euros, o que representa uma redução de 18,9% e 12,2%, respetivamente,
face ao mesmo período de 2022. Do total
das transações, 26.644 (77,8% do total) respeitaram a habitações
existentes, correspondendo a uma taxa de variação homóloga de -23,1%. Já nas habitações novas registou-se um aumento do número de transações de 0,2%, para 7.612 unidades.Em
cadeia, o número de transações de alojamentos cresceu 1,9% entre o
segundo e o terceiro trimestre de 2023 (-2,5% no trimestre anterior),
sendo que esta subida se registou apenas na categoria das habitações
novas (11,5%), registando-se uma redução de 0,6% nas habitações
existentes.Quanto ao valor das habitações
transacionadas, somou cerca de 7.100 milhões de euros, dos quais 4.900
milhões de euros respeitaram a habitações existentes (70,0% do total) e
2.100 milhões de euros a habitações novas.Face
ao mesmo período de 2022, estes valores representam reduções de 12,2% e
19,2%, respetivamente, no valor total e no valor das habitações
existentes, e a um aumento de 10,3% no valor das habitações novas.Já
relativamente ao trimestre anterior, o valor das habitações
transacionadas no terceiro trimestre de 2023 aumentou 2,4% (0,7% no
segundo trimestre de 2023). Por categoria, observou-se um crescimento no
valor das transações dos alojamentos novos (10,5%) e uma redução no
caso dos alojamentos existentes (-0,7%).De
julho a setembro, o setor institucional das “famílias” adquiriu 29.635
habitações (86,5% do total), por um total de 6.000 milhões de euros
(84,7% do total). As vendas de alojamentos
às famílias registaram uma redução de 19,1%, em número, face ao mesmo
período de 2022, e um aumento de 3,1% relativamente ao trimestre
anterior.Já em valor, as transações de
6.000 milhões de euros efetuadas pelas famílias traduziram-se numa taxa
de variação homóloga de -13,7% (-19,5% no trimestre anterior).No
terceiro trimestre, as transações de alojamentos envolvendo compradores
com um domicílio fiscal fora de Portugal fixaram-se em 2.741 (8,0% do
total), representando uma redução homóloga de 0,9%.As
aquisições por compradores com domicílio fiscal na União Europeia
fixaram-se em 1.349 unidades, menos 9,2% face a idêntico período de
2022, enquanto as transações da categoria de domicílio fiscal “restantes
países” aumentaram 8,7% para 1.392 habitações.No
período em análise, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou 40,8% do
valor total das transações de alojamentos, aproximadamente 2.900 milhões
de euros, representando uma redução homóloga de 1,3 pontos percentuais
em termos de peso relativo regional. No
Norte, o valor das habitações transacionadas ascendeu a 1.700 milhões de
euros, enquanto no Centro atingiu os 982 milhões de euros,
observando-se, em ambos os casos, aumentos homólogos dos pesos relativos
(1,4 e 0,6 pontos percentuais, respetivamente). O
Algarve registou um valor de transações de 834 milhões de euros,
correspondendo a 11,8% de quota regional, menos 1,0 pontos percentuais
face a período idêntico de 2022, enquanto no Alentejo as habitações
transacionadas totalizaram 322 milhões de euros, representando 4,6% do
total (+0,2 pontos percentuais em termos homólogos)Na
Região Autónoma da Madeira as habitações transacionadas contabilizaram
212 milhões de euros (3,0% do total), sendo que nos Açores o montante
foi 91 milhões de euros (1,3% do total).