SPAC exige decisão imediata do júri na privatização da Azores Airlines
30 de out. de 2025, 13:43
— Lusa/AO Online
O SPAC considera que a opção “colide com o próprio calendário
imposto pelo júri, que fixou o dia 10 de novembro como prazo para a
proposta vinculativa do consórcio Newtour/MS Aviation, “comprimindo de
forma injustificada o tempo útil de análise e negociação com os
trabalhadores” da companhia área açoriana.Em
comunicado, o SPAC sublinha que o júri do processo “tem capacidade
técnica suficiente para decidir, com celeridade e com base no princípio
da proporcionalidade sobre a disponibilização de dados não pessoais e de
gestão corrente necessários às negociações”.O
sindicado recorda a composição do júri, que tem como presidente um
economista e antigo ministro da Economia (Augusto Mateus), professor
ligado ao ISEG.O júri é ainda composto por
um vogal, professor catedrático de Direito (Universidade Católica
Portuguesa), especialista em Direito Constitucional e Administrativo e
um revisor oficial de contas (ROC), aponta. “Perante
esta matriz de competências (economia, direito público e ROC), o SPAC
não entende a necessidade de um parecer externo que, conhecido apenas na
próxima semana, estreita ainda mais o espaço temporal para um processo
negocial sério com os pilotos — os mesmos a quem o consórcio pediu
diálogo, para viabilizar uma proposta robusta”, defende o sindicato.O
SPAC reitera que "não reivindica acesso a informação sensível de
natureza pessoal", mas apenas "a elementos operacionais e financeiros
agregados, indispensáveis para avaliar medidas de eficiência e
sustentabilidade laboral". "Estes dados
podem e devem ser partilhados sob dever de confidencialidade sindical —
prática comum em processos desta natureza", lê-se no comunicado do SPAC.
O SPAC exige "uma decisão imediata de
desclassificação" e defende que se limitem “ao estritamente necessário”
as reservas de confidencialidade, solicitando a entrega “já dos dados
operacionais indispensáveis a uma negociação séria e informada".O
sindicato apela ainda ao Governo Regional, enquanto
acionista, para sensibilizar o conselho de administração da SATA Holding
para que "seja parte ativa da solução — e não um fator de bloqueio —
removendo entraves administrativos que façam perigar o próprio
calendário definido pelo júri". No
comunicado, o sindicato recorda ainda que a própria SATA Holding "tem
declarado publicamente não ver inconveniente” em reuniões entre o
consórcio e os trabalhadores, considerando que "a barreira efetiva
reside na manutenção de classificações excessivas de confidencialidade".
O sindicato, que representa os pilotos
da Azores Airlines, garante que mantém “total disponibilidade para uma
negociação responsável, célere e baseada em factos", em defesa do
"interesse dos trabalhadores, da empresa e da Região Autónoma dos
Açores".