Sónia Nicolau quer descentralizar agenda cultural nas 24 freguesias
Autárquicas
1 de out. de 2025, 12:24
— Lusa/AO Online
“A visão do movimento é de integrar na cultura, em Ponta Delgada, os
agentes locais. Fazer com eles a agenda do nosso concelho. […] Ponta
Delgada tem duas grandes casas de espetáculos, o Coliseu Micaelense e o
Teatro Micaelense, e nós não podemos estar de costas voltadas, nós temos
é de estar em cooperação”, disse Sónia Nicolau aos jornalistas.A
cabeça de lista do movimento independente Ponta Delgada Para Todos, que
falava no final de uma reunião com a direção do Teatro Micaelense,
salientou que a sua candidatura acredita “na descentralização da agenda
cultural nas 24 freguesias”.“Mas muito, muito mais do que isso, nós
queremos, e vamos garantir, que a nossa agenda seja feita pelos nossos
artistas. Cabe à autarquia garantir a sua implementação, mas serem os
nossos artistas a delinear. É esta nova forma de ver a cultura que nós
queremos introduzir em Ponte Delgada”, afirmou.Para aplicar a
estratégia que defende, diz que “não é necessário inventar” e “basta ver
aquilo que se faz nas melhores cidades europeias”.“É ter
candidaturas públicas, que os agentes locais se possam candidatar, […]
mas sempre muito preocupados em chegar às 24 freguesias”, justificou.Sónia
Nicolau mostrou-se ainda preocupada com a implementação do projeto
Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura 2026, que tem associados
cinco milhões de euros.“Estamos a três meses do início desta agenda.
Infelizmente ainda não temos conhecimento que agenda pública teremos.
Os artistas que se candidataram às chamadas públicas ainda não receberam
as respostas, portanto, está tudo muito atrasado”, disse.A
candidata deixou o compromisso de, a partir de 12 de outubro, se a sua
candidatura for vencedora, tornar a agenda pública, ser transparente nos
procedimentos e “criar um acompanhamento à implementação dos cinco
milhões de euros, porque este dinheiro deve ser investido na cultura,
investido em Ponta Delgada”.“Todo o processo da Capital Portuguesa
da Cultura foi sempre muito conturbado (…). Nós não podemos permitir que
o investimento de cinco milhões de euros, os compromissos que estão
assumidos, sejam mais um falhanço, à semelhança do investimento do Plano
de Recuperação e Resiliência da habitação, em que perdemos mais de 80%
do envelope financeiro existente”, afirmou.Se for eleita líder da
maior autarquia açoriana, Sónia Nicolau também garante que os agentes
culturais do concelho podem contar com o seu apoio: “Os agentes
culturais sabem, há muitos anos, que podem contar com a Sónia Nicolau.
(…) A Sónia Nicolau cidadã será a mesma Sónia Nicolau presidente de
Câmara”.