Sónia Nicolau diz que segurança é prioridade e promete mais habitação em Ponta Delgada
Autárquicas
19 de set. de 2025, 15:20
— Lusa/AO Online
“A
nossa prioridade para Ponta Delgada nestes próximos quatros anos é a
segurança e a qualidade de vida dos cidadãos. Quando falamos de
segurança e qualidade de vida, falámos, desde logo, de concretizar a tão
adiada coesão territorial e social”, afirmou Sónia Nicolau na
apresentação do programa eleitoral, na Escola Profissional Eprosec, nos
Arrifes.A candidata anunciou a intenção de
criar uma unidade municipal de intervenção social para “garantir
segurança, mas acima de tudo restituir a dignidade”.“Quem
aceitar ajuda poderá contar com a Câmara Municipal, mas precisamos de
ter bem presente que, por vezes, importam mecanismos mais firmes de
intervenção e nesses casos importa sinalizar as situações perante outras
entidades como a Autoridade de Saúde e Ministério Público”, salientou.A
cabeça de lista do movimento independente à presidência da maior câmara
dos Açores disse querer investir em casas para a classe média,
“requalificar imóveis devolutos da autarquia” e “construir habitação em
terrenos camarários envolvendo cooperativas”.“Comprometemo-nos
a afetar anualmente quatro milhões de euros de receitas do IMT para
promover habitação acessível para a classe média”, avançou.Nos
transportes, Sónia Nicolau fixou como objetivo “acabar com o caos da
mobilidade” através da construção de uma central de camionagem, do
ordenamento do estacionamento e da gratuitidade e reformulação das
linhas das minibus (rede de pequenos autocarros).A
candidata prometeu implementar uma “frente unida pelo centro histórico”
para proteger o comércio na baixa da cidade e “modernizar” o Mercado da
Graça.“Comigo a presidente da câmara, os
feirantes e clientes serão respeitados. Serão ouvidos. As decisões serão
tomadas em conjunto. Nós vamos fazer do Mercado de Graça o melhor
mercado regional dos Açores”, declarou.Sónia
Nicolau, que já foi membro da Assembleia Municipal e deputada regional
pelo PS, defendeu, também, a recolha seletiva porta a porta e a adoção
de medidas para assegurar um turismo “sustentável e organizado”.“Há
que disciplinar a circulação de carros de aluguer no interior das
freguesias de Mosteiros e Sete Cidades e limitar os novos alojamentos
locais por rua na avaliação com os alojamentos ativos”, exemplificou.A
cabeça-de-lista do movimento cívico independente desafiou o atual
autarca e candidato do PSD, Pedro Nascimento Cabral, para um debate
sobre o concelho “no local e hora que escolher”.“Desafio-o
a debater propostas concretas para Ponta Delgada e não candidatos ou
percursos pessoais. A devolver Ponta Delgada aos cidadãos e não a tornar
refém de decisões autoritárias. A falar de futuro e não a lamentar-se
do passado. Desafio-o a explicar o seu falhanço na habitação”, atirou.São
sete os candidatos à Câmara de Ponta Delgada nas eleições de 12 de
outubro: o social-democrata Nascimento Cabral, Isabel Rodrigues
(PS/BE/PAN/Livre), Alexandra Cunha (IL), José Pacheco (Chega), Henrique
Levy (CDU), Sónia Nicolau (Ponta Delgada Para Todos) e Rui Matos (ADN).No
atual executivo camarário, o PSD (que venceu as eleições de 2021 com
48,76%) tem cinco elementos contra quatro do PS (que obteve 37,33%),
enquanto na Assembleia Municipal (51 membros) os sociais-democratas têm
25 mandatos.