Solução encontrada vai ser "positiva" para ambas as regiões
Açores/Eleições
13 de nov. de 2020, 15:59
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa, Lopes
da Fonseca considerou que a nova realidade política dos Açores abre
portas a novos relacionamentos institucionais, quer a nível parlamentar,
quer a nível dos dois governos das regiões."As
duas Regiões Autónomas passarão a ter governos de coligação na área do
centro de direita, o que vai permitir maiores convergências, sobretudo
numa aproximação no aprofundamento de determinadas matérias, como a
revisão da lei de finanças regionais, o aprofundamento da autonomia em
termos dos próprios estatutos político-administrativos das duas regiões
autónomas e, em particular, o aprofundamento em termos de matérias que
estão pendentes há muitos anos", referiu.Lopes
da Fonseca disse ainda que o CDS vai, também, privilegiar o
relacionamento institucional entre parlamentos, anunciando que irá
propor a criação de cimeiras parlamentares anuais entre a Madeira e os
Açores."No que concerne ao grupo
parlamentar do CDS, iremos promover jornadas parlamentares entre o
CDS-Madeira e o CDS-Açores, no sentido de aprofundarmos estas matérias
que estão pendentes há muitos anos, nomeadamente a revisão da lei de
finanças regionais, o aprofundamento da autonomia em termos dos próprios
estatutos político-administrativos e, em particular, o aprofundamento
de áreas específicas como a economia, os transportes, o turismo, a
Universidade da Madeira e, também, áreas relacionadas com o mar.O
líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, foi indigitado no sábado
presidente do Governo Regional pelo representante da República para os
Açores, Pedro Catarino.O PS venceu as
eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas perdeu a
maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.PSD,
CDS-PP e PPM, que juntos representavam 26 deputados, anunciaram esta
semana um acordo de governação, tendo alcançado acordos de incidência
parlamentar com o Chega e o Iniciativa Liberal (IL).Com
o apoio dos dois deputados do Chega e do deputado único do IL, a
coligação de direita soma 29 deputados na Assembleia Legislativa dos
Açores, um número suficiente para atingir a maioria absoluta.