Sócios do Vitória vão votar a constituição de uma SDUQ no dia 27
21 de out. de 2025, 10:17
— Arthur Melo
A proposta, que
consta do ponto um da ordem dos trabalhos, é entendida pelo presidente
do Vitória como um passo em frente do clube rumo à profissionalização da
sua equipa de seniores. “Atendendo a que o Vitória demonstra um
patamar organizativo acima da média, se calhar devíamos dar outro passo.
Estamos a falar de uma SDUQ, que é o mais usual nesta transição. Nunca
desvirtuando o clube, mas na parte de futebol sénior tornar um bocadinho
mais profissional e, para isso, terá que haver aqui outro tipo de
organização”, defendeu Ricardo Estrela, em declarações ao Açoriano
Oriental. No fundo, acrescentou o dirigente que preside ao clube da
freguesia do Pico da Pedra há nove anos, a assembleia geral da próxima
segunda-feira (dia 27) será o momento “para perguntar aos sócios se é
esse o caminho que queremos para o Vitória”. “O objetivo da
assembleia geral, como disse, é mostrar um caminho possível para o
clube. Nós não conseguimos crescer muito mais com o atual panorama. Os
apoios do governo, como toda a gente sabe, estão cada vez a ser mais
diminutos, mais escassos e quando chegam já é passado muito tempo.
Portanto, se os sócios do Vitória querem começar a subir níveis com a
equipa sénior, não pode ser com o modelo atual”, reiterou Ricardo
Estrela. Ao contrário da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), que
pode ter múltiplos acionistas, a SDUQ garante o controlo total ao clube
fundador que não pode transmitir a sua quota e a vantagem é que permite
ao clube manter uma gestão mais centralizada e uma estrutura de
propriedade exclusiva, em vez de diluir o controlo entre vários
acionistas. A assembleia geral, cuja primeira convocatória é às
19h00, contém mais quatro pontos na ordem de trabalhos, nomeadamente,
discutir e deliberar sobre a atribuição de poderes à direção para, em
nome desta, mandatar uma sociedade especializada na procura de
investidores idóneos para a futura Sociedade Desportiva (ponto 2);
mandatar a direção para a aquisição de um autocarro usado (ponto 3);
autorizar a direção a proceder ao abate do autocarro Mercedes e Toyota
Hiace (ponto 4); finalmente, outros assuntos do interesse do clube
(ponto 5).