Sociedade ambiental desafia açorianos a plantarem espécies nativas
19 de nov. de 2018, 18:49
— Lusa/AO Online
“Será
visível no território as alterações que são provocadas por estes
projetos de intervenção. São plantações que já foram realizadas há cinco
anos e poderemos ainda ver testes de medidas de engenharia natural para
conservação de taludes, numa iniciativa que tem um caráter pedagógico
sobre a ação de preservação da floresta laurissilva”, disse o
coordenador da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) dos
Açores, Rui Botelho, em declarações à agência Lusa.A iniciativa integra-se nos 25 anos da SPEA, que no sábado e no domingo promovem várias atividades em todo o país.Nos
Açores, a SPEA está em atividade desde 2001 e Rui Botelho explicou que
uma das iniciativas projetadas para assinalar a data na região é esta
ação pedagógica, na ilha de São Miguel, em que no sábado todos os sócios
e amigos da associação são convidados a aderirem à plantação de 12
espécies nativas num 'habitat' natural da floresta laurissilva, a que se
segue um almoço/convívio e, de tarde, a observação de aves.A
ideia, prossegue o responsável, é "dar a conhecer um pouco" do trabalho
da SPEA "em prol da conservação da natureza”, justificando a escolha do
local devido à acessibilidade para a visitação e por ser "uma zona que,
ao longo dos vários projetos, tem tido iniciativas de conservação".A
área onde decorrerá a atividade é de média altitude e serão plantadas
espécies "como a faia, o pau branco, a urze, espécies que estão
adaptadas à média altitude", referiu ainda Rui Botelho.O coordenador sublinhou o caráter pedagógico desta iniciativa para que
"as pessoas vejam e tomem contacto com estas plantas, ganhando também
uma noção da dificuldade do trabalho naqueles locais".