Socialista Francisco César questiona Governo sobre próximo orçamento europeu
Hoje 10:15
— Lusa/AO Online
“Estamos
numa fase muito importante da negociação do próximo orçamento europeu e
há uma questão essencial para os Açores: perceber se a nova forma de
organizar os fundos europeus vai proteger, ou não, os interesses da
região”, afirma o deputado do PS e líder regional do partido nos Açores,
Francisco César, citado num comunicado do partido.Segundo
os socialistas, o próximo orçamento europeu pode alterar a forma como
os fundos são organizados, distribuídos e geridos, nomeadamente através
de uma maior concentração de instrumentos em envelopes nacionais. Para
os Açores, “esta mudança levanta questões importantes sobre o futuro
das verbas europeias, a autonomia regional e a participação da região
nas decisões que lhe dizem respeito”, alerta o PS, que entregou um
requerimento na Assembleia da República, dirigido ao ministro da
Economia e da Coesão Territorial, sobre estas questões.No
requerimento, os socialistas pedem esclarecimentos sobre o que o
Governo está a defender em Bruxelas e se serão garantidas verbas
próprias, apoios específicos e mecanismos de proteção para os Açores
enquanto região ultraperiférica.“Os Açores
têm especificidades próprias, reconhecidas pela União Europeia, e isso
tem de continuar a traduzir-se em verbas adequadas, em apoios
específicos e na capacidade de a região participar nas decisões sobre os
fundos que lhe dizem respeito”, defende Francisco César.O
deputado eleito pelos Açores pergunta ainda se o Governo já dispõe de
estimativas sobre os montantes que poderão ser atribuídos aos Açores no
período 2028-2034 e que participação efetiva têm tido os governos
regionais na preparação da posição portuguesa e na negociação do futuro
quadro financeiro europeu.Francisco César
pretende igualmente saber se Portugal defenderá a manutenção dos
mecanismos específicos destinados às regiões ultraperiféricas,
nomeadamente nos domínios da agricultura, pescas, cooperação territorial
e compensação dos sobrecustos associados à distância, à insularidade,
aos transportes, à energia e à dimensão reduzida do mercado.“Esta
é uma negociação com impacto direto no futuro dos Açores. Queremos
garantias claras de que a região não perde recursos, nem autonomia, no
próximo orçamento europeu”, salienta.