Sobreviventes do terramoto de 2023 em Marrocos reclamam ajuda para reconstrução
8 de set. de 2025, 17:18
— Lusa/AO Online
Em frente ao
Parlamento, os manifestantes empunharam cartazes com palavras de ordem
como “um teto para cada vida, a dignidade não tem preço” ou “não à
exclusão, não à marginalização”.“Perdemos a
nossa casa [...] mas fomos excluídos das ajudas sem explicações. É uma
grande injustiça”, disse Ibrahim Achkijou, que afirma ainda viver "num
contentor" a sudoeste de Marraquexe (centro).“Vivemos
em condições difíceis numa garagem e dizem-nos que não temos direito à
ajuda, o que não é normal”, afirmou, por seu lado, Aïcha Ouchane, que
veio com a mãe do oeste de Ouarzazate, a cerca de 500 quilómetros a sul
da capital. Cerca de três mil pessoas
morreram e mais de 55 mil habitações ficaram danificadas, principalmente
em zonas montanhosas remotas perto de Marraquexe, no sismo de 08 de
setembro de 2023. O terramoto registou uma magnitude de 7 na escala aberta de Richter, de acordo com o Instituto de Geofísica de Marrocos.Um
total de 45.880 habitações foram reconstruídas nas províncias de Al
Haouz, Chichaoua, Taroudant e na cidade de Marraquexe, de acordo com o
último balanço oficial, que não inclui as províncias de Ouarzazate e
Azilal.A ajuda destinada à reconstrução e
reabilitação ultrapassou os 396 milhões de euros, enquanto os subsídios
mensais de 236 euros concedidos aos sobreviventes representaram mais de
226 milhões de euros, de acordo com os números oficiais publicados em
julho.As autoridades marroquinas
desbloquearam também um programa de ajuda de 11.000 milhões de euros
para a reconstrução e valorização socioeconómica das províncias afetadas
pelo terramoto, ao longo de cinco anos.