Sobram 2.607 vagas nas universidades e politécnicos públicos
11 de out. de 2019, 07:26
— Lusa/AO Online
O Ministério da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) divulgou os
resultados da terceira e última fase de candidatura ao concurso nacional
de acesso ao ensino superior, que revelam que apenas 1.402 estudantes
dos 3.688 que se candidataram conseguiram um lugar nas universidades ou
politécnicos públicos.Na terceira fase, 2.286 candidatos não obtiveram colocação. Entre
os 3.688 candidatos, há 1.723 que tentaram nesta fase uma mudança de
curso, uma vez que já tinham efetuado uma matrícula em fase anterior.Apenas
90 candidatos não tinham apresentado candidatura em nenhuma das fases
anteriores, havendo ainda 1.383 candidatos que não conseguiram colocação
noutras fases e 492 que conseguiram, mas não efetuaram matrícula.As
instituições colocaram a concurso 3.428 vagas, às quais acresceram
outras 552 “libertadas por candidatos colocados e matriculados em fase
anterior” e que procuraram outra colocação noutro curso.Sobraram
2.607 vagas, menos do que as 3.468 que sobraram em 2018, e terminado o
concurso nacional de acesso (CNA) o número total de colocados no ensino
superior público é de 46.058 estudantes, mais 1,6% do que os 45.313
colocados em 2018.“O número de estudantes
colocados especificamente na terceira fase do CNA aumenta face a igual
fase do ano anterior. Em 2019 foram colocados 1.402 estudantes na
terceira fase (840 dos quais não tinham ainda qualquer matrícula)
enquanto em 2018 haviam sido colocados 1.385 estudantes na terceira fase
(777 dos quais não tinham ainda qualquer matrícula)”, refere o MCTES em
comunicado.A tutela sublinha ainda que o
total de alunos colocados fora de Lisboa e Porto aumentou, “reflexo das
medidas de redistribuição territorial de vagas assumidas durante a
presente legislatura”.De acordo com os
dados disponibilizados, os politécnicos de Lisboa e Porto, assim como a
Universidade de Lisboa, foram as instituições públicas que mais alunos
perderam face ao ano anterior, com variações entre cerca de menos 30 e
menos 50 estudantes colocados do que em 2018.Por
outro lado, os politécnicos de Setúbal (com mais 126 estudantes), de
Bragança (mais 90) e da Guarda (mais 76) lideram as instituições que
mais aumentaram o número de alunos colocados.As vagas que sobraram podem agora ser ocupadas em concurso especiais de acesso que se seguem ao CNA.“Existem
outros mecanismos de ingresso, nomeadamente o ingresso de estudantes em
CTeSP [cursos superiores técnicos profissionais] bem como em diversos
concursos especiais e regimes especiais, adaptados ao perfil
diversificado dos estudantes que procuram o ensino superior.
Consideradas todas essas vias de ingresso, é estimado que o número total
de colocados no ensino superior público em 2019-2020 seja cerca de
77.000 estudantes”, lê-se no comunicado do MCTES.As
universidades têm 27.670 alunos colocados, concluída a terceira fase de
acesso, o que representa uma taxa de ocupação de vagas de 98%. Já os
politécnicos, com 18.388 colocados, têm uma taxa de ocupação de 81,2%.Com
100% ou mais de taxa de ocupação (por terem sido criadas vagas
adicionais de desempate) existem quatro instituições: a Universidade
Nova de Lisboa, o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, o Instituto
Politécnico de Lisboa e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de
Lisboa.As universidades de Lisboa, Porto,
Minho e Coimbra, os politécnicos do Porto e do Cávado e Ave e as escolas
de enfermagem de Coimbra e Porto fecharam o CNA com uma taxa de
ocupação quase total, acima dos 99%.O
politécnico de Bragança, que está entre as instituições que mais
cresceram em número de colocados face a 2018, deixou, ainda assim, mais
de metade das vagas por preencher, com uma taxa de ocupação de 47,8%.Por
área de formação, agricultura pescas e silvicultura continua a ser a
menos atrativa, com uma taxa de ocupação abaixo dos 40%.Os
resultados da terceira fase do CNA estão desde hoje disponíveis no
portal da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), em
http://www.dges.gov.pt, e as matrículas dos colocados realizam-se até 15
de outubro.