Mais
dois cadáveres foram encontrados nos destroços de um dos comboios
envolvidos no acidente, elevando assim para 45 o número de mortos
confirmados no acidente de domingo.A
Guarda Civil espanhola tinha dito na quarta-feira que havia ainda dois
desaparecidos por encontrar em Adamuz e que a chuva estava a tornar as
operações de busca e resgate mais complicadas do que nos dias
anteriores.Duas das carruagens do comboio
Alvia, da empresa pública Renfe, ficaram destruídas e presas numa
pequena vala com quatro a cinco metros de profundidade, sendo necessária
maquinaria pesada para cortar partes dos vagões e depois retirar os
pedaços pouco a pouco, explicou a Guarda Civil.Estão
ainda a ser investigadas as causas do acidente ocorrido no domingo, por
volta das 19:45 locais (18:45 em Lisboa) na localidade de Adamuz, na
província de Córdova, no sul de Espanha, envolvendo dois comboios de
alta velocidade.Um comboio da empresa
privada Iryo, procedente de Málaga e com destino a Madrid, descarrilou, e
as três últimas carruagens invadiram a via contrária, por onde passou,
20 segundos depois, outro comboio de alta velocidade, um Alvia, da
empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.As
duas primeiras carruagens do Alvia foram projetadas para fora dos
carris depois do choque com os vagões do Iryo descarrilados.Este
é considerado o acidente mais grave de sempre na rede de alta
velocidade de Espanha que, com cerca de 4.000 quilómetros, é a segunda
maior do mundo, a seguir à da China.É
também o mais grave acidente ferroviário em Espanha desde 2013, quando o
descarrilamento de um comboio rápido Alvia a 24 de julho, em Angrois,
perto de Santiago de Compostela, se saldou em 80 mortos e 144 feridos.