"Só haverá porto espacial se forem cumpridas todas as exigências necessárias a nível ambiental e de segurança"
5 de abr. de 2019, 10:01
— Susete Rodrigues/AO Online
Gui Menezes falava
quinta-feira, em Via do Porto, no final de uma sessão pública de
esclarecimento sobre a segunda fase do Programa Internacional para o
Lançamento de Satélites (Azores ISLP), que contou com a presença
de mais de sete dezenas de marienses.
Segundo referiu em nota do
Gacs, foram feitos “os esclarecimentos que eram devidos e possíveis
nesta altura”, acrescentando que “foi formalizado um
procedimento, que obedece a regras legais”.
Gui Menezes esclareceu que
está a decorrer até final de abril “uma fase de pré-qualificação
das empresas interessadas, que têm de corresponder a determinados
critérios que estão estabelecidos”, demonstrando que têm
capacidade técnica e financeira. “Depois seguir-se-á
uma fase de diálogo concorrencial em que as empresas terão de
apresentar soluções”, acrescentou.
“Estamos a por a
concurso a concessão do desenho, construção e operação do porto
espacial”, sendo que as soluções a serem apresentadas são
“balizadas com critérios estabelecidos na memória descritiva do
procedimento”, afirmou o secretário da tutela.
No final desta fase de
diálogo, que o executivo espera que esteja concluída no início do
segundo semestre deste ano, “o júri estará munido de informação
que vai permitir ao Governo dos Açores elaborar o caderno de
encargos com todas as exigências que considerarmos por bem”, que
deverá estar concluído durante o mês de outubro, referiu.
Apenas após a criação
do caderno de encargos, as empresas terão oportunidade de concorrer
novamente, “sendo escolhida a melhor empresa, caso as exigências
sejam cumpridas”.
Neste sentido, Gui Menezes
clarificou que, “ao longo deste processo, pode ou não existir, em
2021, um porto espacial em Santa Maria, porque se nenhuma das
empresas cumprir com as exigências o porto espacial não avançará”.
Questionado pelos
jornalistas sobre a possibilidade da realização de um estudo prévio
de impacto ambiental, Gui Menezes afirmou que, “como neste momento,
a entidade adjudicante [Governo dos Açores] não conhece uma série
de questões técnicas, não é possível, para já, fazer-se uma
avaliação”.