SNS regista em 2022 a maior atividade assistencial da sua história
2 de fev. de 2023, 08:17
— Lusa/AO Online
“Em 2022, assistimos a
uma notável recuperação da atividade assistencial. É a maior atividade
assistencial da sua história, mesmo comparando com o maior número
anteriormente alcançado em 2019”, afirmou Manuel Pizarro num debate
sobre o Estatuto do SNS por iniciativa das bancadas do PSD e do Chega,
que pediram a apreciação parlamentar do decreto-lei aprovado pelo
Governo.Segundo disse o governante, nos
hospitais do SNS “foi batido o recorde” das consultas médicas, com um
total 12.770.000 em 2022, e foram feitas 758.313 cirurgias, um aumento
de 7%.Já ao nível dos cuidados de saúde
primários, Manuel Pizarro avançou que o número de consultas presenciais
aumentou, entre 2021 e 2022, 19% para 17.271.000.“Percebemos
bem que, sobretudo, no lado direito desta assembleia fiquem muito
incomodados com o sucesso do SNS. Interpretamos isso como estando no
caminho certo, a defender um serviço público essencial para os
portugueses”, referiu o ministro.No debate
parlamentar, Manuel Pizarro recordou ainda que a negociação com os
sindicatos sobre a contagem e o reposicionamento dos pontos da carreira
permitiu “melhorar a remuneração de mais de 16 mil enfermeiros” do SNS.“Temos
em curso negociações com os médicos e com os outros profissionais. É,
aliás, no âmbito destas negociações que será tratado o tema da dedicação
plena. É à mesa desta negociação que o tema pode e deve ser tratado”,
alegou o governante.Perante os deputados,
Manuel Pizarro adiantou ainda que, no âmbito do diploma que conferiu
maior autonomia aos hospitais do SNS, já foram contratados diretamente,
em cinco meses, 558 médicos, permitindo captar clínicos que estavam em
prestação de serviços e médicos recém-especialistas.Quanto
ao recente concurso para médicos de família, no qual foram admitidos
212 candidatos para as 196 vagas abertas, o ministro da Saúde reiterou
que vai “haver vagas para todos os que sejam necessários” e salientou
que o número de especialistas que concorreram prova a capacidade de
atração do SNS.Já quanto ao recente
concurso que para médicos de saúde pública, Manuel Pizarro adiantou que
foram preenchidas 75% das vagas, sendo possível colocar médicos em 18
dos 24 lugares abertos.