Sitava reitera apelo contra processo "ruinoso" de privatização da Azores Airlines
13 de dez. de 2024, 16:19
— Lusa/AO Online
"É
por isso fundamental e urgente travar este processo de destruição do
grupo SATA que trará custos brutais, no médio e longo prazo, a toda a
região dos Açores. É urgente a anulação da privatização em curso, é
sempre tempo de aprender alguma coisa", alerta o Sitava. Num
comunicado de imprensa, o sindicato volta a manifestar preocupações
quanto à privatização da Azores Airlines, companhia aérea subsidiária da
SATA que opera voos no exterior dos Açores, acrescentando que "tem
acompanhado com muita atenção tudo o que tem sido feito e dito", acerca
do grupo de aviação açoriano."É com um
misto de surpresa, e estupefação, que assistimos ao total descontrolo
financeiro e de gestão, no que diz respeito ao presente e futuro do
grupo", aponta o Sitava, insistindo no apelo ao Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) para que retire o objetivo de privatização da Azores
Airlines "da agenda", pois “privatizar não é uma inevitabilidade”.Para
a estrutura sindical, a Azores Airlines e o ‘handling’ "não têm que ser
privatizados, nem devem sê-lo", até porque os Açores são uma região
ultraperiférica da União Europeia, o que confere "direitos
extraordinários ao Estado português para preservar a infraestrutura de
comunicações da região, onde o grupo SATA é um elemento nuclear e
insubstituível por interesses privados"."Importa
desmistificar que a Comissão Europeia, por força dos tratados europeus,
não exige (nem pode) a privatização seja do que for. Foi, sim, o
Governo português que colocou no processo de reestruturação da empresa o
objetivo de privatizar. Uma decisão política que, a concretizar-se,
transformará o Governo em carrasco e coveiro do grupo SATA e dos
açorianos", salienta o sindicato.Na nota, o
sindicato garante que irá defender os trabalhadores e os seus direitos
"contra este crime económico e social em preparação", numa alusão à
privatização."Todas as formas de luta são
legítimas", sustenta o Sitava, reiterando que o desmembramento do grupo
SATA "será ruinoso para o povo açoriano e para os Açores, num “negócio
que só poderá ser da China” para quem compra “livre da dívida que, como
sempre, fica do lado do público".