SITAVA critica prorrogação das licenças de ‘handling’ e promete novas formas de luta
17 de nov. de 2025, 16:48
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o sindicato dos
trabalhadores da aviação e aeroportos recorda que, na reunião realizada
em 22 de outubro, tinha transmitido ao Ministério das Infraestruturas e
Habitação (MIH) que uma nova prorrogação para os serviços de
assistência em escala “não era do interesse dos trabalhadores”, porque
“apenas prolongaria a ansiedade, a instabilidade e a insegurança”. O
SITAVA afirma ainda que saiu desse encontro com a expectativa de que o
Governo não estenderia o prazo para lá de 19 de novembro.“Lamentavelmente,
foi publicada hoje em Diário da República a prorrogação das licenças
por seis meses, abrindo inclusive possibilidade a nova prorrogação para
lá de 19 de maio de 2026”, critica o sindicato, sublinhando que os
trabalhadores “não vão estar seis meses a serem ‘cozinhados em lume
brando’, sem qualquer garantia sobre o seu futuro”.O
SITAVA salienta que os trabalhadores da SPdH/Menzies “saberão
encontrar, no imediato, as melhores formas de luta para salvaguardar os
seus postos de trabalho, os seus direitos consagrados no Acordo de
Empresa e os compromissos assumidos pela SPdH/Menzies para 2026”, os
quais, afirma, “à data de hoje apenas a manutenção da SPdH assegura”.A
reação surge depois de o Governo ter determinado, através de despacho
publicado hoje, a prorrogação até 19 de maio de 2026 das licenças
atualmente atribuídas à Menzies, justificando a decisão com a
necessidade de garantir a continuidade do serviço enquanto decorre o
concurso lançado pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).Segundo
o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a
“complexidade” do processo — um concurso público limitado por prévia
qualificação e composto por três fases (de apresentação de candidaturas e
qualificação dos candidatos, apresentação de propostas e posteriormente
de atribuição das licenças) — não permitiu concluir a análise das
propostas dentro do prazo inicial.No mesmo
documento, o ministério assinala ainda que foram apresentadas
“reservas” ao relatório preliminar do júri, que está agora a ser
reapreciado.No relatório preliminar
divulgado pela ANAC, o agrupamento Clece/South, do universo Iberia,
surge na primeira posição com 95,2523 pontos, enquanto a Menzies — atual
prestadora do serviço — obtém 93,0526. A empresa já lamentou o
resultado e contestou a classificação, defendendo que apresentou uma
proposta de “excelência operacional” e sublinhando que emprega mais de
3.500 trabalhadores.O Governo antecipa que
a conclusão do concurso só ocorrerá depois de terminado o novo prazo de
validade das licenças agora prorrogadas, seguindo-se ainda um período
de transição para entrega de documentos e verificação de requisitos.