Sistema de alerta vai monitorizar em tempo real bacias de água dos Açores
31 de jan. de 2025, 15:38
— Lusa/AO Online
“Está em curso
um sistema de alerta de cheias em bacias de risco da região que, numa
fase inicial, contemplará quatro bacias nas ilhas do Pico, Terceira, São
Miguel e São Jorge”, estendendo-se depois às restantes ilhas, referiu
Alonso Miguel, em declarações aos jornalistas após a apresentação do
Relatório do Estado das Ribeiras dos Açores (RERA), referente a 2024, em
Ponta Delgada.De acordo com o secretário
regional do Ambiente e Ação Climática, vão ser instalados sensores que
“permitam emitir alertas à população com alguma antecedência”.Ainda
segundo Alonso Miguel, este é um “instrumento fundamental do ponto de
vista da prevenção” que, aliado à instalação de dois novos radares
meteorológicos, a par de um outro previamente existente, “dará uma
capacidade de previsão que é muito importante em termos de salvaguarda e
proteção das populações e bens”.O titular
da pasta do Ambiente anunciou ainda que está em fase de lançamento de
concurso público um investimento de 3,5 milhões de euros para a
aquisição de equipamentos e maquinaria que “possa capacitar a secretaria
regional com meios adequados para fazer uma utilização preventiva das
linhas de água e aumentar a capacidade de resposta, sobretudo na
situação de eventos meteorológicos extremos”.Alonso
Miguel referiu, por outro lado, que em 2024, no âmbito do RERA,
desenvolveu-se um trabalho de que incidiu sobre cerca de 600 quilómetros
de linhas de água, que contemplaram 234 bacias de água, cerca de um
terço das existentes na região.Foram
feitos 562 novos registos, tendo sido detetadas 301 ocorrências, sendo
79% de menor gravidade, com as mais graves a terem lugar nas ilhas de
Santa Maria, Graciosa e Pico.Segundo o
governante, as obstruções e os assoreamentos das linhas de água
“continuam a ser a tipologia mais frequente na região, representando
cerca de 40% dessas ocorrências”, enquanto o abandono de resíduos nas
ribeiras passou a ser “a segunda tipologia menos frequente na região”. Alonso
Miguel deixou ainda um alerta para os problemas de ordenamento do
território, “que advém maioritariamente de situações anteriores à
entrada em vigor dos novos plano de ordenamento e de gestão do
território”.“Temos que ir ao longo do
tempo resolvendo algumas situações que, em alguns casos, colocam as
pessoas em risco e desagravar esse risco”, afirmou o responsável.