Sismo de magnitude 2,4 sentido na ilha de São Jorge

Açores/Sismos

12 de jul. de 2022, 11:08 — Lusa/AO Online

Em comunicado, o CIVISA refere que o mais recente sismo foi sentido às 07h33, com intensidade máxima IV (Escala de Mercalli Modificada), nas freguesias de Santo Amaro, Velas e Urzelina (concelho da Velas, ilha de São Jorge). De acordo com o ponto de situação feito às 22h00 de segunda-feira feito pelo CIVISA quanto à crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, tinham sido contabilizados um total de 42.590 eventos de baixa magnitude e de origem tectónica”, dos quais 297 sentidos pela população.Com uma intensidade de IV na Escala de Mercali modificada, os “carros estacionados balançam”, as “janelas, portas e loiças tremem” e “os vidros e loiças chocam ou tilintam”, podendo as paredes ou estruturas de madeira ranger, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.Quanto à ilha de São Jorge, “globalmente, a atividade sísmica das últimas semanas apresenta uma ligeira tendência decrescente, por vezes interrompida por pequenos períodos de maior frequência e/ou energia libertada, situando-se presentemente os hipocentros, no geral, a profundidades superiores a cinco quilómetros”, descreve o CIVISA.A 08 de junho, o CIVISA baixou o nível de alerta na ilha de São Jorge de V4 (ameaça de erupção) para V3 (sistema ativo sem iminência de erupção).“A diminuição da atividade sísmica, ainda que de forma lenta, e a observação de tal padrão ao longo das últimas semanas, assim como a ausência de outros sinais anómalos ao nível da deformação, dos gases e das águas, levaram a determinar a descida do nível de alerta científico”, justificou.A ilha estava desde 23 de março, às 15h30, com o nível de alerta vulcânico V4 de um total de sete, em que V0 significa "estado de repouso" e V6 "erupção em curso", na sequência da crise sismovulcânica registada desde 19 de março.Antes disso, tinha sido ativado o alerta V2, no dia 20 de março às 00h40, e o V3, no mesmo dia, pelas 02h40.Não obstante a descida do alerta, “a atividade sísmica continua muito acima dos valores de referência para a região, pelo que se mantém a possibilidade de se registarem eventos sentidos”.Segundo o CIVISA, também “não se pode excluir a eventual ocorrência de sismos de magnitude mais elevada”.O CIVISA “mantém os níveis de monitorização” na ilha, ao mesmo tempo que “está a providenciar o reforço da rede de observação sismovulcânica permanente, no sentido de poder detetar sinais precursores de uma nova situação pré-eruptiva”.O sismo de maior magnitude desta crise (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21h56.