Sinttav acusa Governo de assalto selvagem a direitos dos trabalhadores com mudança na lei laboral
1 de set. de 2025, 17:34
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Sinttav, afeto à CGTP, acusa o Governo de "atender às
exigências dos patrões" e refere que as alterações propostas pelo
executivo, a concretizarem-se, representariam "o maior assalto aos
direitos dos trabalhadores e o aprofundamento do modelo assente nos
baixos salários e na precariedade laboral"."A
gravidade da profundidade das alterações ao código do trabalho só de um
governo mais anti-trabalhador que Portugal teve depois do 25 de Abril e
que exige do Movimento Sindical e dos trabalhadores a mais forte
resistência a manifestar o necessário protesto nas ruas, nas empresas,
até chegar à Assembleia da República para derrotar o assalto selvagem
aos direitos dos trabalhadores", acrescenta.O
sindicato apela ainda aos trabalhadores para participarem na
manifestação convocada pela CGTP para dia 20 de setembro, em Lisboa e no
Porto, de modo a mostrarem "o seu descontentamento" e a "travar este
'Brutal e Violento' ataque aos direitos de quem trabalha".O
Sinttav adianta ainda que vai entregar "em tempo legal" um pré-aviso de
greve para que os trabalhadores do setor possam participar na
manifestação, dado que, apesar de o protesto estar previsto para um
sábado, as "Telecomunicações e Audiovisual, são setores em que os
trabalhadores se encontram a cumprir horário de trabalho".O
anteprojeto de reforma da legislação laboral aprovado pelo Governo, que
está ainda a ser negociado com os parceiros sociais, prevê a revisão de
“mais de uma centena” de artigos do Código de Trabalho.As
alterações previstas na proposta - designada "Trabalho XXI" e que o
Governo apresentou em 24 de julho como uma revisão “profunda” da
legislação laboral - visam desde a área da parentalidade (com alterações
nas licenças parentais, amamentação e luto gestacional) ao trabalho
flexível, formação nas empresas ou período experimental dos contratos de
trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar
abrangidos por serviços mínimos em caso de greve.Segundo
a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do
Rosário Palma Ramalho, o objetivo é flexibilizar regimes laborais "que
são muito rígidos", de modo a aumentar a "competitividade da economia e
promover a produtividade das empresas".Ainda
segundo a ministra, a reforma "valoriza os trabalhadores através do
mérito", estimula o emprego, "em especial o emprego jovem", e dinamiza a
negociação coletiva.