SINTAP quer aplicação nos Açores de "prémio" para profissionais de saúde
3 de jul. de 2020, 11:01
— Lusa/AO Online
"Dá-se
nota pública de que o SINTAP indagou hoje junto da presidente da
Assembleia Legislativa Regional e dos presidentes dos grupos e
representações parlamentares sobre a disponibilidade e vontade política
da região avançar com a aprovação e aplicação de idênticas medidas aos
profissionais do Serviço Regional de Saúde dos Açores como
reconhecimento pelo seu esforço e dedicação demonstradas durante este
período", informa o sindicato numa nota enviada às redações, datada
de quinta-feira.Para Sindicato dos
Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos
(SINTAP), além de justa, esta medida dá conta do "reconhecimento e
cumprimento do princípio da igualdade devido aos trabalhadores do
Serviço Regional de Saúde"."Tais medidas
deveriam ter sido aplicadas a muitos trabalhadores de outros serviços
considerados essenciais, também chamados a dar o sua prestação e
contributo no combate à pandemia naquele período" de "emergência aos
trabalhadores da saúde da região", acrescenta o SINTAP.O
sindicato lembra que a medida a nível nacional "foi aprovada pela
Assembleia da República" na quarta-feira "por unanimidade, no âmbito das
alterações ao Orçamento Retificativo, a atribuição de um prémio de
desempenho, pago de uma só vez, equivalente a 50% da remuneração base,
aos trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde que, durante o período em
que o país esteve em Estado de Emergência, tenham praticado atos
diretamente relacionados com casos suspeitos ou doentes afetados pelo
vírus SARS-CoV-2". Além deste prémio
pecuniário, foi igualmente aprovada pela Assembleia da República uma
proposta que prevê que os mesmos trabalhadores possam beneficiar ainda
de uma majoração das suas férias em um dia de férias por cada período de
80 horas de trabalho normal efetivamente prestado no período em que se
verificou a situação de calamidade pública que fundamentou a declaração
do estado de emergência, a que acresce mais um dia de férias por cada
período de 48 horas de trabalho suplementar efetivamente prestado
durante aquele mesmo período."A Assembleia
da República aprovou por fim que a regulamentação destas propostas
deverá ser feita por diploma próprio do Governo da República, no prazo
de 30 dias após a aprovação do Orçamento Retificativo", recorda o
sindicato, que lembra que "cerca de metade dos 3500 profissionais do
Serviço Nacional de Saúde infetados serem técnicos superiores de
diagnóstico e terapêutica, técnicos superiores, assistentes técnicos e
assistentes operacionais".