SINTAP considera essencial que orçamento dos Açores seja aprovado
14 de nov. de 2023, 12:37
— Lusa
"O
SINTAP considera, assim, essencial, que o Orçamento Regional, à
semelhança do Orçamento do Estado para 2024, sejam aprovados, sem
prejuízo da possibilidade de os mesmos poderem ser melhorados em sede de
discussão na especialidade, resultando em maiores benefícios para os
trabalhadores da Administração Pública e suas famílias, evitando-se um
regime duodecimal sempre penalizador para quem trabalha", sublinha o
sindicato, em nota de imprensa.O Sindicato
dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades Com Fins
Públicos afirma que, na sequência da negociação coletiva, o Governo
Regional (PSD/CDS-PP/PPM) "acolheu e fez jus a duas importantes
reivindicações do SINTAP, que irão beneficiar cerca de 20.000
trabalhadores da Administração Regional dos Açores".Nesta
proposta de Orçamento, os trabalhadores em funções públicas da região
têm "garantida a possibilidade de progredirem de forma mais rápida nas
carreiras, em virtude do abaixamento da obrigatoriedade de progressão de
10 para 6 pontos ou anos", volta a assinalar o sindicato."A
possibilidade de os trabalhadores da Administração Regional dos Açores
progredirem já a partir de 01 de janeiro de 2024, e doravante, desde que
tenham um mínimo de 6 pontos ou anos, permitir-lhes-á, desta forma,
recuperar e valorizar a sua carreira profissional", realça.O
SINTAP destaca ainda como outra importante reivindicação, consagrada na
proposta do executivo açoriano, a atualização da Remuneração
Complementar para 2024 "em 5%, com o consequente e importante
alargamento dos seus escalões de forma a abranger, já em 2024, as
remunerações ilíquidas até 1.700 euros (atualmente fica-se pelos 1.380
euros), saltando aquele limite máximo para os cerca de 2.000 euros, em
2025".A Iniciativa Liberal (IL) e o PS já
anunciaram o voto contra o Plano e o Orçamento dos Açores para 2024,
enquanto o Chega e o PAN rejeitaram votar a favor, o que poderá levar à
reprovação dos documentos que vão ser discutidos a partir da próxima
semana no parlamento açoriano.Os três
partidos que integram o executivo têm 26 deputados na Assembleia
Legislativa. Com o apoio do deputado do Chega, somam 27 lugares, número
insuficiente para a maioria absoluta.A
Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na
atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM,
dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um
deputado é independente (eleito pelo Chega).