Sintap/Açores reivindica retroativos para trabalhadores da cooperativa Praia Cultural
14 de ago. de 2024, 16:51
— Lusa/AO Online
“O
Sintap [Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública dos
Açores] continua a desenvolver as diligências necessárias para que sejam
pagos aos respetivos trabalhadores os retroativos decorrentes da
aplicação da portaria n.º 1095/2022, de 18 de julho de 2022, que regula
as relações de trabalho na Região Autónoma dos Açores, relativamente ao
ano 2022”, referiu o sindicato, em comunicado de imprensa.Em
causa estão 118 trabalhadores da cooperativa Praia Cultural, que serão
integrados nos quadros da Câmara Municipal da Praia da Vitória, na ilha
Terceira, e na administração pública regional dos Açores, na sequência
da internalização da cooperativa.Terminou esta quarta-feira o prazo para a apresentação de candidaturas no âmbito do
procedimento concursal restrito aos 118 trabalhadores da Cooperativa
Praia Cultural, publicado em Diário da República no dia 31 de julho.O
Sintap indicou ter garantias de que o tempo de serviço na cooperativa
será contado, como estava previsto no memorando de entendimento assinado
por município e executivo açoriano.“Em
reunião ocorrida no passado dia 31 de julho, a câmara municipal reiterou
o compromisso assumido no Memorando de Entendimento celebrado, a 28 de
dezembro de 2023, entre a região, o município e o Sintap, de respeitar o
direito à contagem do tempo de serviço na cooperativa Praia Cultural
para efeitos de antiguidade e reposicionamento remuneratório”, adiantou.O
sindicato manifestou ainda “o seu compromisso de acompanhar todo o
processo na garantia de assegurar a defesa dos direitos dos
trabalhadores envolvidos”.“Conforme tem
ocorrido em todo este complexo processo, o Sintap tem dado o apoio
necessário aos seus associados, quer através do aconselhamento direto,
quer através de reuniões e diligências várias com o município da Praia
da Vitória”, salientou.Em setembro de
2023, a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória (PSD/CDS),
Vânia Ferreira, anunciou que iria internalizar a cooperativa Praia
Cultural e integrar no município 92 dos 165 funcionários com contrato
sem termo.Na altura, 35 funcionários já tinham aceitado rescisões por mútuo acordo e dois tinham sido absorvidos por outras entidades.Foram
informados de que seriam despedidos até ao final do ano 36
trabalhadores, dos quais sete também aceitaram rescisões, segundo a
autarca.Em outubro, a Assembleia
Legislativa dos Açores aprovou uma resolução apresentada pelo BE que
recomendava ao Governo Regional que manifestasse disponibilidade para
integrar na administração pública regional os trabalhadores da
cooperativa Praia Cultural em processo de despedimento.O
executivo e o município chegaram a acordo, em novembro, e assinaram um
memorando de entendimento, a 28 de dezembro, para que a autarquia
integrasse 27 funcionários da cooperativa Praia Cultural, que
seriam posteriormente transferidos, pelo regime de mobilidade, para a
administração regional.Governo Regional e
autarquia assinaram, entretanto, um contrato ARAAL (contrato de
desenvolvimento entre a administração regional autónoma e a
administração local), que prevê a transferência de 411 mil euros para o
município, para fazer face às despesas remuneratórias dos trabalhadores
da cooperativa Praia Cultural, que serão integrados na administração
pública.O executivo municipal, que tomou
posse em 2021, admitiu a possibilidade de despedimentos na sequência de
uma auditoria às contas do grupo formado pelo município e pelas
entidades na esfera da autarquia (incluindo a cooperativa), que
identificou um passivo de 33,2 milhões de euros, no final de 2021.