SINTAP/Açores quer correção de "injustiça" na progressão de assistentes operacionais
6 de nov. de 2020, 19:40
— Lusa/AO online
“É
preciso que o Governo da República corrija isso devolvendo os pontos
para que estas pessoas possam progredir para a posição seguinte.
Calcula-se que nos Açores sejam mais de 1.700 nesta situação”, afirmou à
agência Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da
Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap) dos
Açores, Francisco Pimentel.O sindicato
apresentou hoje, em conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na
Terceira, a sua análise política e sindical e as principais preocupações
imediatas, depois de o SINTAP/FESAP ter reunido em Lisboa com o
secretário de Estado da Administração Pública no âmbito das negociações
na especialidade com vista à aprovação do Orçamento do Estado para 2021.O
SINTAP reafirma "o seu empenho em tudo fazer no que estiver ao seu
alcance no sentido de levar o Governo da República a corrigir esta
situação iníqua, revogando assim" o Decreto-Lei n.º 29/2019, de 20 de
fevereiro, "que promoveu o apagão dos pontos para progressão dos
assistentes operacionais", sublinha o sindicato, num documento enviado à
Lusa."Recorde-se que foi este diploma
que, ao mesmo tempo em que fixava os 635,07 euros como remuneração base
na Administração Pública para 2019 – atualizado para 645,07 euros em
2020, retirou ou apagou aos assistentes operacionais na base da carreira
todos os pontos até então acumulados na avaliação do seu desempenho,
colocando-os exatamente na mesma situação daqueles que entram de novo na
Administração Pública", acrescenta o SINTAP.Francisco
Pimentel sublinhou que esta situação "significou para os assistentes
operacionais na base da carreira, com 10, 20 ou mais anos de serviço, um
novo início da contagem dos pontos de avaliação para efeitos de
progressão, fazendo com que só voltem a ter os pontos necessários para
progredir na carreira apenas em 2029". "Concretamente,
isto traduziu-se para estes trabalhadores na impossibilidade de estarem
hoje a auferirem pelos 693,13 euros, correspondentes à 5.ª posição
remuneratória da respetiva carreira, como seria de direito", apontou,
referindo que se trata de "uma situação profundamente injusta, que
mereceu mesmo recurso à greve por parte do SINTAP". A
atualização dos salários dos trabalhadores em funções públicas em 2021,
que "reponha as perdas de 10 anos de congelamentos de salários e
progressões", é outra das reivindicações do SINTAP. Uma
das reivindicações regionais do sindicato prende-se com os recentes
três acordos coletivos assinados com a secretaria regional da Saúde no
que toca aos trabalhadores da saúde com CIT (contrato individual de
trabalho) das carreiras de regime geral, das cinco carreiras não
revistas (entre elas, informática e técnicos superiores de saúde) e dos
técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.Quanto
a isto, o SINTAP diz esperar que "o Governo Regional dos Açores,
enquanto entidade de bem, cumpra com as diligências necessárias à
publicação e entrada em vigor" dos acordos assinados, de modo "a
permitir a estes trabalhadores o direito à sua primeira progressão nas
respetivas carreiras, que durante anos lhes foi pura e simplesmente
vedado".