SINTAP/Açores alerta para "atrasos" em instituições no pagamento do subsídio de férias
Hoje 15:50
— AO Online/Lusa
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores
da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP)
reivindica a regularização imediata da situação, alertando que “os
sucessivos atrasos” nas “transferências financeiras destinadas às IPSS e
Misericórdias dos Açores", alegados pelos seus representantes, "não
podem" servir de justificação para "o incumprimento das obrigações
legais e contratuais" perante os trabalhadores.Paralelamente,
o sindicato reivindica o início das negociações para a atualização
salarial e a valorização das carreiras dos trabalhadores das IPSS e
Misericórdias com efeitos para 2026."Os
profissionais que asseguram diariamente respostas sociais essenciais à
população merecem respeito e consideração, não podendo, nem devendo,
continuar a suportar as consequências de atrasos administrativos e
financeiros que lhes são totalmente alheios", defende o SINTAP.Para
o sindicato, "se há um problema no regular abastecimento financeiro à
ação social prosseguida pelas IPSS/Misericórdias nos Açores, compete aos
seus representantes garantir que o mesmo se faça de modo a cumprir os
compromissos assumidos".O SINTAP assegura
que "não ignora e reconhece as dificuldades" das IPSS/Misericórdias nos
Açores, mas deixa um apelo ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para
desenvolver "todas as diligências necessárias junto do Governo da
República" e assegurar que "as instituições dispõem dos meios
financeiros indispensáveis ao cumprimento das suas responsabilidades
para com os trabalhadores".Na nota
divulgada, o sindicato sustenta que "os trabalhadores não podem
continuar a ser sacrificados por razões e atrasos a que são alheios".Em
01 de julho, a União Regional das IPSS dos Açores denunciou estarem em
falta 4,2 milhões de euros em majorações, alertando que há instituições
sem conseguir pagar o subsídio de férias.Em
declarações à agência Lusa, o presidente da União Regional das IPSS dos
Açores (URIPSSA) explicou que os apoios às instituições sociais da
região ainda não foram majorados, porque o Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM) encomendou um estudo sobre o custo real das
instituições.Segundo João Canedo, foi
realizado um estudo semelhante no continente português em 2024 que
resultou numa “majoração das instituições”, situação que ainda não
aconteceu nos Açores.“O ano passado não
conseguimos que houvesse majorações das valências para as instituições
dos Açores. Ficou a faltar essa majoração. Essas majorações equivalem na
Região Autónoma dos Açores a 4,2 milhões. Esse dinheiro é claro que fez
falta às instituições dos Açores”, afirmou.Em
resposta por escrito enviada à Lusa, o Governo Regional salientou que
eram apenas duas instituições em 94 que não iriam pagar o subsídio de
férias em junho, confirmando tratar-se de IPSS que ficaram de fora do
acordo que contemplou os níveis de inflação e que teve a “anuência” da
URIPSSA.A Secretaria Regional da Saúde e
Segurança Social garantiu que, após a conclusão do estudo, o executivo
açoriano vai reunir-se com o Governo da República e representantes do
setor social, destacando a importância de aferir o “custo real” das
instituições para “reivindicar uma majoração” dos apoios junto da
República.