SINTAC e SITAVA avançam com greve parcial entre 24 e 30 de abril

Hoje 10:38 — Ana Carvalho Melo

Os sindicatos SINTAC e SITAVA formalizaram um aviso prévio de greve  na SATA Air Açores, estando a paralisação programada para ocorrer entre os dias 24 e 30 de abril, afetando as primeiras e últimas duas horas de cada turno laboral.O pré-aviso prévio abrange todos os estabelecimentos da empresa e aplica-se aos trabalhadores afetos aos serviços de assistência em escala (handling), representados pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC ) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).O pré-aviso de greve é justificado com  o processo de alienação do serviço de handling da SATA Air Açores. Os sindicatos afirmam ter desenvolvido “ao longo do tempo, diversos esforços no sentido de serem ouvidos pelo Governo e pelas forças políticas da Região Autónoma dos Açores”, sem que tais iniciativas tenham “obtido o acolhimento esperado”.As estruturas sindicais manifestaram “reiteradamente” a sua preocupação com as consequências deste processo, nomeadamente ao nível da “solidez e resiliência do transporte aéreo na Região Autónoma dos Açores”, bem como quanto ao “previsível aumento dos custos operacionais, com impacto direto para os contribuintes e potencial degradação da qualidade do serviço prestado”. Os sindicatos invocam ainda “a experiência de operações de natureza semelhante, ocorridas em Portugal” como um “precedente que reforça tais preocupações”.Um dos principais motivos de discórdia é a falta de resposta por parte do executivo regional. Os sindicatos denunciam que, “não obstante os pedidos de reunião apresentados, não se verificou, até à presente data, a disponibilidade por parte do Senhor Presidente do Governo Regional para receber os representantes dos trabalhadores”, o que “impossibilitou um diálogo institucional efetivo sobre esta matéria”.Perante esta situação, as estruturas representativas dos trabalhadores consideram “essencial” que as suas posições “sejam devidamente consideradas”, defendendo a necessidade de “intensificação das formas de ação coletiva” com vista à “abertura de um processo de diálogo sério e fundamentado, que permita a reavaliação das opções em causa e das respetivas consequências para o futuro da SATA Air Açores”.Os sindicatos sublinham que a greve não é um fim em si mesmo, mas um instrumento de pressão cujo “objetivo supremo” é “a defesa da sustentabilidade da empresa, da continuidade do serviço público que assegura”, recordando a missão da transportadora de “unir o que o mar separa”.