Sinner deve completar o Grand Slam numa edição imprevisível no feminino
Roland Garros
Hoje 12:37
— Lusa/AO Online
Quando o murciano
anunciou que falharia o ‘major’ parisiense, por não estar recuperado da
lesão no pulso direito, o líder do ranking mundial tornou-se o candidato
número um ao cetro, mas Sinner foi ainda mais longe na consolidação do
seu estatuto.O italiano de 24 anos aterra
em Paris com uma bagagem repleta de recordes, nomeadamente o de vitórias
consecutivas em encontros em Masters 1.000 (34), categoria em que é o
primeiro tenista a vencer consecutivamente os cinco primeiros torneios
da temporada.Primeiro jogador desde Rafael
Nadal, o ‘rei da terra batida’, a ganhar os três Masters 1.000
disputados no pó de tijolo (Monte Carlo, Madrid e Roma), Sinner é quase
já o virtual campeão.Perante a ausência do
único rival que tem conseguido contrariá-lo, apenas uma lesão poderia
impedir o ‘robótico’ número um mundial de tornar-se o sétimo tenista na
Era Open a completar o Grand Slam de carreira – tem dois títulos no Open
da Austrália (2024 e 2025), um em Wimbledon (2025) e no Open dos
Estados Unidos (2024) -, tal é a ‘décalage’ para os restantes
pretendentes.Apenas Novak Djokovic tem
credenciais para rivalizar com Sinner, que o sérvio até derrotou rumo à
final em Melbourne Park no início da temporada, mas o recordista de
títulos do Grand Slam tem contra si o ‘peso’ dos seus 39 anos
completados hoje e uma época de terra batida mais do que discreta.Apesar
da ‘ressurreição’ que o levou à final em Roma, o norueguês Casper Ruud,
finalista em 2022 e 2023, não é uma ameaça a Sinner, tal como não é o
alemão Alexander Zverev, o número três mundial que já é uma promessa
ultrapassada e que, dificilmente, aos 29 anos, se estreará a vencer um
‘major’ na ‘catedral da terra batida’.Com o
troféu masculino, quadro onde jogam os portugueses Nuno Borges e Jaime
Faria, este vindo da qualificação, ‘entregue’ a Sinner, é no setor
feminino que, como nas últimas edições, residem as maiores incertezas.A
inconstância das principais favoritas, capazes do melhor e do seu
contrário, deixa em aberto a sucessão de Coco Gauff, a atual quarta
tenista mundial, que teve uma prestação irregular nos torneios de pó de
tijolo, mas foi finalista derrotada em Roma pela ucraniana Elina
Svitolina, outra das candidatas ao título na edição de retirada do seu
carismático companheiro Gaël Monfils.Embora
esteja longe das exibições de outros tempos, a quatro vezes campeã Iga
Swiatek (2020, 2022, 2023 e 2024) é uma crónica favorita, assim com a
número um mundial, a bielorrussa Aryna Sabalenka.Finalista
no ano passado na terra batida parisiense e detentora de quatro
‘majors’, a grande dominadora do ténis feminino esteve no encontro
decisivo de cinco dos últimos seis Grand Slams, mas tem acusado a
pressão, como aconteceu no Open da Austrália deste ano, onde foi
derrotada por Elena Rybakina.A número dois
mundial já sabe o que é ganhar em Roland Garros, depois de se ter
sagrado campeã em 2022, e, apesar de ter sido eliminada nos ‘quartos’ de
Roma por Svitolina, pode ter uma palavra a dizer rumo à final de 06 de
junho.Os quadros principais do segundo
Grand Slam da época, na qual o luso Francisco Cabral vai disputar a
variante de pares ao lado do britânico Joe Salisbury, arrancam no
domingo e decorrem até 07 de junho, dia da final masculina.