Singapura, Hong Kong e Nova Zelândia são os territórios mais vantajosos para os negócios

23 de out. de 2012, 09:26 — Lusa/AO online

A lista dos dez países mais favoráveis em termos de negócios fica completa com a Noruega, Reino Unido, Coreia do Sul, Geórgia e Austrália. Entre os 185 países e territórios analisados, Portugal classificou-se no 30.º lugar, à frente de França (34.º) e de Espanha (44.º). O estudo, realizado em parceria com a Corporação Financeira Internacional, destaca que a tendência para a simplificação das regulações se tem alargado em todo o mundo nos últimos anos: desde 2005 o tempo médio necessário para se criar um negócio diminuiu de 50 para 30 dias. “Ainda que as reformas que medimos apenas retratem certos aspetos do ambiente [de negócio] e do contexto regulador de uma economia, estas são cruciais para conseguir resultados económicos significativos como o rápido crescimento do emprego e criação de novos negócios”, afirmou o diretor de Indicadores Globais e Análises do Grupo Banco Mundial, Augusto López-Claros, em declarações à agência noticiosa espanhola Efe. Os “esforços por parte das economias europeias com dificuldades fiscais” com vista a melhorar as regulações e a estabelecer “bases sólidas de crescimento” também foram destacados pelo organismo que indicou serem especialmente significativas as conquistas dos países em vias de desenvolvimento. Isto porque, refere o documento, o tempo para abrir um negócio foi reduzido para metade, à semelhança do necessário para se transferir uma propriedade, que caiu de 90 para 55 dias. Entre os países que mais avançaram no último ano, o BM realça a Polónia, Sri Lanka, Uzbequistão, Burundi, Costa Rica e Mongólia. A maioria das reformas centra-se na redução da complexidade e dos custos decorrentes dos processos de regulação, apontou a instituição. “As autoridades deram-se conta de que ter regras claras e razoáveis é um elemento fundamental que promove o investimento, bem como o crescimento sustentável a médio prazo”, acrescentou López-Claros. Por outro lado, o relatório coloca no fundo da tabela países como a Venezuela (180), República Democrática do Congo (181), Eritreia (182), Chade (184) e República Centro Africana (185). O estudo “Fazer Negócios 2013” centra-se nas regulações aplicáveis às pequenas e médias empresas abrangendo uma dezena de etapas do seu ciclo de vida. A abertura de uma empresa, a gestão dos alvarás de construção, o registo de propriedades, a obtenção de crédito, o pagamento de impostos e a proteção de investidores e comércio transfronteiriço são alguns dos indicadores analisados no âmbito do estudo.