Sindicatos reafirmam que fim das greves de professores “está nas mãos do Ministério”
22 de mar. de 2023, 09:54
— Lusa/AO Online
“Aquilo que esperamos é que o
Ministério nos dê razões para que não tenha de ser concretizado este
plano de luta e só nos pode dar razões com as posições que surgirem nas
reuniões”, disse Mário Nogueira.Em
declarações aos jornalistas à entrada do Ministério da Educação, que
volta hoje a receber as organizações sindicais, o dirigente sindical não
afastou a possibilidade de suspender as paralisações previstas até ao
final do ano letivo, considerando que é esse o objetivo no momento em
que são convocadas.Numa altura em que
deverão arrancar novas negociações sobre diferentes temas, cujo
calendário será definido na reunião desta quarta-feira, Mário Nogueira disse que a
concretização da luta e das greves “está mais nas mãos do Ministério do
que nas mãos dos sindicatos e dos professores”.A
partir de segunda-feira, arrancam greves ao serviço extraordinário, ao
sobretrabalho, à componente não letiva e ao último tempo letivo de cada
professor. Estão também previstas novas greves por distrito entre 17 de
abril e 12 de maio, uma greve nacional em 06 de junho e às avaliações
finais do ano letivo.A propósito da
reunião com o ministro João Costa, que começou pelas 09:30, com cerca de
meia hora de atraso, Mário Nogueira disse não ter expectativas
concretas, referindo que se trata de uma reunião pré-negocial e, por
isso, aguarda as propostas da tutela.Em
cima da mesa estão a correção de assimetrias decorrentes do congelamento
das carreiras e de desigualdades na redução de componente letiva dos
professores em monodocência, a redução da burocracia nas escolas, e a
regularização de vínculos de técnicos superiores e especializados.Sobre
o primeiro tema da agenda, o secretário-geral da Fenprof sublinhou que a
correção de assimetrias implica a recuperação integral do tempo de
carreira, uma das principais reivindicações dos professores, sob pena de
“corrigir umas assimetrias e aprofundar outras”.Também
à entrada do Ministério da Educação, o coordenador nacional do
Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) lamentou que a
tutela não tenha dado a conhecer às organizações, antes da primeira
reunião, as propostas que estarão em discussão.Quanto
à greve em curso convocada por aquele sindicato, André Pestana disse
que o STOP está “disponível para tudo”, mas relatou que os docentes
defendem que não podem parar agora.“Dizia-se que lutar não valia a pena durante a ronda negocial e demonstrou-se que sim”, defendeu o dirigente sindical.