Sindicatos franceses unidos contra Macron mas divergem nos protestos
26 de jan. de 2023, 10:01
— Lusa/AO Online
“Estamos
unidos em dizer que não queremos ter 64 anos [como idade mínima de
aposentação]”, enfatizou o secretário-geral da Confederação Democrática
do Trabalho da França (CFDT), Laurent Berger, numa ação pública conjunta
dos líderes dos oito sindicatos do país perante a Assembleia Nacional.No
entanto, Berger, que se referia ao eixo principal da reforma - o
aumento da idade mínima de aposentação de 62 para 64 anos -,
repetidamente respondeu negando questões sobre se a unidade seria
quebrada quanto ao endurecimento dos protestos por parte do outro grande
sindicato, a Confederação Geral do Trabalho (CGT).O
líder sindical defendeu que a CFDT não apoia cortes de energia nem
convocações de greves por tempo indeterminado, aludindo indiretamente a
algumas convocatórias apoiadas pela CGT."Mas
dia 31 estaremos juntos" e o importante é que nesse dia "haja o máximo
de trabalhadores e trabalhadoras que se mobilizam", salientou Berger.Na
empresa ferroviária SNCF, a CGT e a Sud Rail anunciaram greves para os
dias 07 e 08 de fevereiro, coincidindo com outras greves do setor
energético.“O CDFT não é a favor dos
bloqueios”, disse o seu secretário-geral, que acrescentou que quer
manter o apoio da opinião pública com manifestações regulares “exigente
mas não agressivas” como na primeira jornada de mobilização, no dia 19,
que levou às ruas mais de um milhão de pessoas em todo o país.Imediatamente
antes das palavras de Berger, o líder da CGT, Philippe Martínez, leu
uma declaração em nome de todos os sindicatos em que estes
"coletivamente" reafirmam a sua "oposição ao projeto de reforma que vai
contra os interesses dos trabalhadores".Segundo
uma nova sondagem do instituto de sondagens Elabe, divulgada hoje, 72%
dos entrevistados opõem-se à reforma de Macro, mais seis pontos
percentuais face há uma semana.