Sindicatos e administração da Eletricidade dos Açores chegam a acordo
28 de mai. de 2025, 09:35
— Lusa/AO Online
Depois de várias reuniões e propostas, foi aceite um aumento salarial de 3,5%, com um valor mínimo de 53 euros por mês.Os trabalhadores, que saíram à rua duas vezes em protesto, reivindicavam, na última proposta, um aumento de 4%.Apesar
de ter mantido a percentagem de 3,5%, a empresa aumentou o valor mínimo
do aumento de 47 para 53 euros, como exigiam os trabalhadores.“Nós
conseguimos pelo menos o valor mínimo de 53 euros de aumento salarial, o
valor da evolução do ordenado mínimo, e a percentagem de 3,5%”,
afirmou, em declarações à Lusa, o coordenador do Sindicato das
Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI) Rui Medeiros.Segundo
o dirigente sindical, a maioria dos associados do SIESI aceitou a
proposta, mas a decisão não foi consensual, porque alguns trabalhadores
entendiam que o aumento deveria ser de 4%.“Houve
um esforço da parte da administração que os trabalhadores vieram a
reconhecer e nós aceitamos, mas o justo não seria esse o valor”,
apontou.Pelo Sindicato Nacional da
Indústria e da Energia (SINDEL), o dirigente António Melo disse que os
associados aceitaram a proposta “em prol da paz social”, mas deixou um
alerta à administração e aos acionistas de que nas próximas negociações
insistirão em dois pontos essenciais.Por
um lado, defendeu, “os sindicatos não podem permitir, nem vão permitir,
que algum dia o salário mínimo seja o salário de entrada na empresa”.Por outro lado, tem de haver uma convergência com as remunerações do setor da energia no continente.“Essa
convergência tem de ser feita, de forma gradual, mas tem de ser feita, e
não é com valores percentuais abaixo de 1% que se consegue fazer essa
convergência”, assinalou.Segundo o
sindicato, os trabalhadores da EDP e da Empresa de Eletricidade da
Madeira têm vencimentos entre 30 a 40% acima dos pagos na EDA.“A
Eletricidade da Madeira recuperou em relação ao setor nacional com 2%
de ganho ao ano. Além da negociação, automaticamente tinham 2%. Nós
temos conseguido fazer alguma convergência, mas ainda estamos muito
longe da recuperação que a Eletricidade da Madeira fez em cinco anos”,
insistiu António Melo.Os sindicatos tinham convocado uma greve às horas extraordinárias e deslocações a partir de 02 de junho, que já foi cancelada.