Sindicatos dos professores antecipam manifestação nacional para 11 de fevereiro
21 de dez. de 2022, 12:54
— Lusa/AO Online
Numa nota
enviada à comunicação social, a Fenprof esclarece que, entre os dias 03 e
13 de janeiro, haverá reuniões com os professores e ações específicas
de cada estrutura sindical, mas essas iniciativas são suspensas para
darem lugar à greve por distritos a partir do dia 16 de janeiro e que se
vai prolongar até 08 de fevereiro (quarta-feira), realizando-se no
sábado seguinte a manifestação de docentes.A
paralisação conta ainda com a adesão do Sindicato Nacional e
Democrático dos Professores (SINDEP), da Associação Sindical de
Professores Licenciados (ASPL), do Sindicato Nacional dos Professores
Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU), do Sindicato dos
Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de
Educação e Universidades (SEPLEU), do Sindicato Nacional dos
Profissionais da Educação (SINAPE), da Pró-Ordem dos Professores e do
Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).Assinalando
o objetivo de “convocar todos os docentes e apelar às suas organizações
sindicais para que, participando, tornem esta manifestação nacional uma
das maiores de sempre”, a Fenprof fixou o dia 10 de janeiro como prazo
limite para o Ministério da Educação abdicar dos planos de regime de
concursos e abrir negociações sobre questões da carreira, precariedade,
envelhecimento, condições e horários de trabalho, mobilidade por doença,
entre outros.De acordo com o comunicado, a
Fenprof destacou também a importância da divulgação das atas das
reuniões negociais, bem como das gravações áudio dessas negociações, que
estão na posse do Ministério tutelado pelo ministro João Costa, além de
repudiar “todos os ataques” aos sindicatos envolvidos neste processo
negocial.Por outro lado, as oito
plataformas aproveitaram para saudar os recentes protestos levados a
cabo pelos professores e que culminaram na manifestação do passado
sábado, sob a organização do Sindicato de Todos os Profissionais da
Educação (STOP), que terá reunido entre 20 a 25 mil pessoas em Lisboa,
segundo os números da estrutura sindical.Ao
anunciar, no início do mês, a greve nacional de 04 de março, o
secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, considerara não ter sentido
os professores entrarem “em determinado tipo de ações absolutamente
radicalizadas”, numa referência implícita à greve por tempo
indeterminado que tinha sido convocada duas semanas antes pelo STOP.“O
tempo não é de ficar de braços caídos, mas também não é, na nossa
opinião, de mergulhar no escuro e irmos fazer lutas que não se sabe como
delas se sai”, acrescentou.No comunicado
de hoje, a Fenprof diz que a adesão dos docentes às ações de protesto
realizadas pelos diferentes sindicatos é essencial, uma vez que “todas
contribuem para enriquecer o património de luta dos professores e
educadores”.