Sindicatos dos inspetores da ASAE apresentam pré-aviso de greve
27 de set. de 2017, 13:03
— Lusa/AO Online
À saída
do Ministério das Finanças, José Abrão, dirigente da Federação de
Sindicatos da Administração Pública FESAP) e Bruno Figueiredo,
presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE, manifestaram
contudo esperança que as negociações, que se encontram "paradas",
possam ser retomadas, de forma a resolver os principais problemas.Além
da valorização da carreira, os inspetores da ASAE exigem um regime de
horário de trabalho que reconheça o caráter de disponibilidade
permanente e o reconhecimento e devida proteção dos riscos associados às
funções.Um procedimento justo na transição para a carreira
especial de inspeção, melhores condições de aposentação e tratamento
igualitário aos restantes inspetores dos órgãos de polícia criminal são
outras das questões que os trabalhadores da ASAE querem ver resolvidas e
que motivaram a greve.José Abrão antevê que dia 09 de outubro
"haverá uma grande adesão à greve" e desafiou o Governo a "fazer as
contas" por forma a valorizar e a melhorar a carreira dos inspetores da
ASAE, até porque isso permite alguma poupança futura.Referiu que
as negociações "estão paradas" e que é desejo dos dirigentes sindicais
voltarem à mesa das negociações, mas que para isso é preciso que o
Governo exiba "abertura" e "outra postura".Bruno Figueiredo disse
esperar do Governo "algum equilíbrio" e "boa-fé" de maneira a resolver
os problemas existentes, numa altura em que o quadro de pessoal está
deficitário e envelhecido.Segundo Bruno Figueiredo, é possível
"encontrar uma solução" para as questões dos suplementos e horário de
trabalho, em igualdade com os restantes órgãos de polícia criminal.Este
dirigente mostrou-se esperançado que as negociações sejam retomadas e
os problemas solucionados, por forma a evitar a greve e a salvaguardar a
imagem da instituição.A delegação sindical inclui ainda Pedro
Miguel Antunes, presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais da
ASAE, que criticou o facto de o Governo se recusar a discutir melhores
condições de aposentação para a classe.