Sindicatos de professores insatisfeitos com garantias do Governo dos Açores
21 de nov. de 2017, 16:35
— Lusa/AO online
“Aquilo
que levamos hoje [da audiência] é a negação de todas as reivindicações
que viemos colocar junto do Governo Regional”, afirmou o presidente do
Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, José Gaspar, em
declarações aos jornalistas.O
dirigente sindical falava após uma audiência com o presidente do
Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, onde estiveram também o
vice-presidente, Sérgio Ávila, e o secretário regional da Educação e
Cultura, Avelino Meneses, e na qual foram abordados o descongelamento
das carreiras e a contagem do tempo de serviço.José
Gaspar sustentou que as garantias do executivo açoriano ficam "muito
aquém" das reivindicações dos docentes e educadores de infância,
considerando que o Governo Regional coloca-se "numa posição de não
querer legislar" e de nem querer "tomar decisões numa matéria que tem
autoridade e condições para o fazer".“O
Governo, com esta resposta de total nulidade relativamente as nossas
exigências, não cria estabilidade no emprego, não garante condições de
exercício condigno e valorizado da profissão docente e não dá nenhum
passo no sentido de virar a página da austeridade”, frisou.O
sindicalista admitiu, "num futuro muito próximo, um processo de greve
que se manterá por um período relativamente espaçado", decisão que fez
depender de plenários de professores e educadores de infância. Por
seu turno, o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores
(SPRA), António Lucas, sublinhou que a estrutura sindical tinha outras
expectativas, mas não saiu da reunião de "mãos vazias".“Tínhamos
a perspetiva de ter um percurso negocial próprio, mas o Governo não se
manifestou disponível”, referiu António Lucas, realçando que o recurso à
greve dependerá, também, de uma decisão em plenário de professores.O
presidente do Governo dos Açores garantiu que "assume totalmente e sem
reservas a solução que for consagrada a nível nacional" em relação ao
descongelamento da carreira."Também
assume totalmente e sem reservas o compromisso de aplicar na região a
contagem de tempo de serviço que for definida a nível nacional",
assegurou Vasco Cordeiro, explicando que no continente há nove anos para
recuperar, enquanto a nível da região são sete anos.Para
o chefe do executivo açoriano, esta diferença de tempo "não é motivo
para atrasar o que quer que seja" e "não é razão para que se siga um
processo mais demorado na região". Vasco
Cordeiro adiantou que "qualquer questão nova que surja nos Açores",
fruto da aplicação das soluções a nível nacional, o Governo dos Açores
"analisará, dialogará e decidirá", tendo em conta as especificidades da
região.