Sindicato Técnicos Auxiliares pede ao Governo açoriano que cumpra legislação em vigor
6 de ago. de 2024, 15:15
— Lusa/AO Online
Num
comunicado de imprensa assinado pelo dirigente do SITAS/Açores João
Mota, o sindicato exige que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) cumpra
com a legislação em vigor e proceda, “de forma urgente”, à implementação
da carreira de técnico auxiliar de saúde na região.“Os trabalhadores da saúde merecem respeito e reconhecimento pelo seu trabalho essencial”, afirma.Segundo
o sindicalista, apesar da existência de um decreto-lei que regulamenta a
carreira desde 01 de janeiro de 2024, os técnicos auxiliares de saúde
açorianos “continuam a ser prejudicados, com perda salarial e
profissional”.No dia 08 de julho, a
secretária Regional da Saúde, Mónica Seidi, foi questionada
relativamente à criação da carreira dos técnicos auxiliares de saúde,
“não tendo a mesma prestado qualquer tipo de resposta ao solicitado”,
lembra.Antes, recorda ainda, numa reunião
realizada com a governante a 12 de abril, foi solicitada a apresentação
de uma proposta para a criação da carreira de técnicos auxiliares de
saúde para os Açores, tendo o sindicato apresentado, no dia 15 de abril,
um parecer detalhado sobre a matéria.“No
entanto, até à data, não se obteve qualquer resposta oficial”,
acrescenta, considerando “inadmissível que a secretária Regional da
Saúde se mantenha em silêncio face a esta situação, ignorando as justas
reivindicações dos profissionais de saúde e os termos da lei em vigor”.De
acordo com o sindicato, os técnicos auxiliares de saúde, “que
desempenham um papel fundamental na prestação de cuidados de saúde à
população açoriana, estão a ser penalizados financeiramente, com uma
perda mensal de 49,84 euros face ao salário base”. Além disso, a diferença nos valores das horas extraordinárias “também está a afetar negativamente os seus rendimentos”.Por
outro lado, o sindicato lamenta que não se estejam “a captar recursos
humanos suficientes para colmatar a falta existencial nos hospitais da
Região Autónoma dos Açores”.