Sindicato queixa-se das condições das Finanças de Ponta Delgada
Hoje 09:14
— Nuno Martins Neves
No
comunicado de imprensa, o STI considera mesmo que se trata de uma
situação “que coloca em causa a integridade física dos trabalhadores,
dos utentes e de todos os cidadãos que circulam na envolvente do
edifício”.Este é o mais recente episódio de degradação das
instalações das Finanças, que já contabiliza três tectos caídos em salas
de trabalho (ocorrido ao fim de semana, sem consequências para os
trabalhadores), janelas e vidros caídos, sistema de ar condicionado
inoperacional, impossibilidade de abertura das janelas. Tudo conjugado,
os trabalhadores das finanças de Ponta Delgada enfrentam condições de
trabalho “manifestamente inadequadas, com temperaturas na ordem dos 30°C
e níveis de humidade próximos dos 90%.”, lê-se na nota.Facto que
motivou os trabalhadores a adquirirem, do seu próprio bolso, ventoinhas e
equipamentos de climatização para minimizar as elevadas temperaturas.“Para
o STI, é incompreensível e inaceitável que um edifício do Estado
permaneça nestas condições, apesar das sucessivas denúncias efetuadas
pelos trabalhadores e das intervenções de entidades competentes. Mais
grave ainda é o facto de continuarem a ser exigidas aos trabalhadores a
presença e a prestação de funções num espaço onde os riscos para a
segurança são evidentes e amplamente reconhecidos”, alerta o STI.Perante
este caso de total desleixo por parte do Estado Central, o sindicato
exige que a Autoridade Tributária e Aduaneira e a respetiva
Direção-geral, adotem medidas concretas, de forma urgente, ameaçando
levar o caso às instâncias nacionais e europeias, pois os trabalhadores
não podem ser as vítimas de “constrangimentos administrativos ou
financeiros”.Entre as medidas, a realização imediata de uma
avaliação técnica independente ao estado estrutural do edifício; a
eliminação célere de todos os riscos para trabalhadores, utentes e
transeuntes; a criação de condições adequadas de climatização,
salubridade e conforto; e a implementação de soluções alternativas de
trabalho e de proteção dos trabalhadores enquanto a situação não for
integralmente resolvida.