Sindicato prevê transição para carreira de técnicos auxiliares de saúde nos Açores até julho
17 de jun. de 2025, 15:39
— Lusa/AO Online
“Parece
que já está a ser concluída esta fase e durante o mês de julho
provavelmente haverá 'fumo branco' para a carreira”, afirmou, em
declarações à Lusa, o dirigente do Sintap/Açores Orivaldo Chaves, à
margem de uma reunião com a secretária regional da Saúde e Segurança
Social, em Angra do Heroísmo.Segundo
Orivaldo Chaves, a transição para a carreira dos técnicos auxiliares de
saúde é uma “reivindicação antiga”, que tem enfrentado alguns
constrangimentos burocráticos.“É um
diploma que saiu em finais de 2023 e que era para começar a ser
implementado no ano de 2024. Já vamos em 2025. Houve aqui alguns
processos com mais burocracia. Sabemos que a maior parte não foi por
culpa da própria Secretaria”, apontou.O
dirigente sindical saiu satisfeito da reunião com a titular da pasta da
Saúde, esperando que até ao mês de julho sejam elaboradas as listagens
de trabalhadores elegíveis para a transição em falta.“Já vemos alguma luz ao fim do túnel e as questões burocráticas parecem já ultrapassadas”, frisou.O diploma prevê o pagamento de retroativos a janeiro de 2024, que o sindicato espera que sejam pagos de uma só vez.“O
ideal seria as pessoas serem colocadas na carreira e receberem já com
retroatividade a janeiro de 2024 aquilo a que têm direito”, adiantou
Orivaldo Chaves.A secretária regional da
Saúde, Mónica Seidi, reconheceu que o processo “tem vindo a arrastar-se
no tempo”, mas ressalvou que, “conforme foi também assumido pelos
sindicatos, a legislação não é clara e tem dificultado muito esse
processo”.“O Governo Regional tem
demonstrado um compromisso efetivo em resolver as situações relacionadas
com as carreiras dos profissionais de saúde”, sublinhou, relevando que
só em 2025 já foram pagos cerca de 11 milhões de euros na reposição de
várias carreiras na área da saúde.Segundo a
titular da pasta da Saúde, “o processo está mais avançado ao nível das
unidades de saúde de ilha”, tendo já transitado para a carreira cerca de
300 trabalhadores, em oito das nove unidades de saúde.“Do
ponto de vista dos hospitais, o processo tem sido moroso, porque,
efetivamente, em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada estamos a falar de um
universo de trabalhadores significativo”, explicou.O
hospital da Horta já enviou a listagem dos profissionais elegíveis para
a transição à Direção Regional da Saúde, mas o hospital da ilha
Terceira e o hospital de Ponta Delgada “só esta semana estão em
condições de elaborarem as listas com os profissionais elegíveis”.“Este
processo é mais moroso porque só esta semana ficou concluída a questão
da aplicação do acelerador regional e nacional e a própria avaliação de
desempenho de carreiras gerais, que em alguns casos tinham vários anos
de atraso”, justificou a secretária regional.Mónica
Seidi disse que foram dadas indicações para que no caso de não
existirem dúvidas os processos de transição avancem, para não atrasar
todo o processo.Quanto ao pagamento de
retroativos, a secretária regional revelou que, por exemplo, na Unidade
de Saúde de Ilha de São Miguel foram pagos aquando do reposicionamento.“Queremos a conclusão o mais rápido possível deste processo e que seja tudo pago de uma vez”, frisou.